Ricardo Salgado: “A escapatória à contração é o internacional”

Ricardo Salgado, CEO do BES
Ricardo Salgado, CEO do BES

Os bancos vão ter de ajustar a sua estrutura ao negócio bancário
atual, que tem vindo a registar uma queda. Esse ajustamento,
sobretudo a nível do mercado interno, está a levar os bancos a
apostarem mercados além-fronteiras.

“A escapatória à contração [da economia em Portugal] é o
internacional”, afirmou Ricardo Salgado, presidente do BES, num
encontro com jornalistas. “Estamos bem internacionalizados,
presentes em 25 países, mas o objetivo é continuarmos por aí”,
acrescentou.

O banqueiro adiantou que “a contração da economia, por um
lado, e a evolução tecnológica por outro estão a levar que
avaliemos a forma como tratamos a nossa rede de balcões”. Sem
revelar número, Ricardo Salgado apenas adiantou que os “bancos
estão a racionalizar-se” e o BES não é exceção.

O cenário já tinha também ser admitido pelo administrador do
banco, Joaquim Goes. Com a maior utilização do canal de internet
“pode haver menor necessidade de balcões do que atualmente,
embora não uma redução muito acentuada “, afirmou
Joaquim Goes.

Desde 2009, o BES encerrou 103 sucursais e abriu 26, o que prefaz
um saldo negativo de 77. Este valor “reflecte o reajuste que o
BES tem vindo a fazer da sua rede. Nós achamos que uma rede de
balcões não é estática”, explicou o administrador do BES.

O responsável demonstrou que a internet tem sido o canal de maior
crescimento da banca em Portugal. Citando o estudo da Basef,
Joaquim Goes explicou que “só 53% dos clientes da banca
vão ao balcão e esse valor era de 80% em 2003”.

Em relação ao BES, “41% dos clientes utilizam o
internetbanking”, adiantou o administrador da instituição
financeira.

*Em Madrid

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