Ricardo Salgado ouvido como arguido no caso Monte Branco

Salgado detido na casa onde reside
comunicado enviado às redações, a Procuradoria Geral da República confirmou que o Ministério Público tem vindo a realizar várias diligências que culminaram com a detenção do ex-banqueiro, que será ouvido pelo juiz de instrução criminal."> Salgado detido na casa onde reside

Ricardo Salgado, ex-presidente executivo do Banco Espírito Santo, foi detido na manhã desta quinta-feira. Em comunicado enviado às redações, a Procuradoria Geral da República confirmou que o Ministério Público tem vindo a realizar várias diligências que culminaram com a detenção do ex-banqueiro, que será ouvido pelo juiz de instrução criminal.

Segundo o comunicado da PGR, a detenção foi levada a cabo no âmbito da Operação Monte Branco, que investiga fuga ao fisco e branqueamento de capitais.

De acordo com o Correio da Manhã, Salgado foi detido na casa onde reside, no Estoril. A detenção foi desencadeada com o apoio de inspetores tributários e liderada pelo juiz Carlos Alexandre, surgindo no seguimento de buscas efetuadas esta quarta-feira, pelo Ministério Público, a várias entidades ligadas ao Grupo Espírito Santo.

Ricardo Salgado vai ser ouvido ainda esta manhã, a partir das 10h00, no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa. De acordo com a Rádio Renascença, o ex-banqueiro será ouvido na qualidade de arguido, ao contrário do que aconteceu em 2012, quando foi ouvido enquanto testemunha.

A investigação Monte Branco

O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) está a investigar o processo ‘Monte Branco’ desde junho de 2011, um caso de suspeita de fraude fiscal e branqueamento de capitais.

O caso começou a ser investigado “tendo por base factos identificados na investigação do caso BPN e factos descobertos por via da prevenção do branqueamento de capitais”, segundo o DCIAP. Trata-se de uma investigação do circuito financeiro entre gestores de fortunas suíços e os seus clientes portugueses, e a utilização de contas do suspeito Francisco Franco Canas, em particular junto do BPN IFI.

No processo, foram identificados fluxos financeiros, desde 2006, já com utilização da conta BPN IFI que atingem cerca de 200 milhões de euros.

O nome de Ricardo Salgado surge no meio deste processo por ter feito três correções à declaração de rendimentos de 2011, tendo pago mais 4,3 milhões de euros de IRS. Em dezembro de 2012, na sequência destas notícias, Salgado voluntariou-se para prestar esclarecimentos às autoridades.

Mais tarde, em janeiro de 2013, o DCIAP veio garantir que Ricardo Salgado não era suspeito na Operação Monte Branco, nem havia qualquer indício de crimes fiscais, tendo o ex-presidente do BES sido ouvido apenas na condição de testemunha, e não suspeito.

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