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Saídas no BPI sem surpresas para trabalhadores

Fotografia: Gonçalo Villaverde - Global Imagens
Fotografia: Gonçalo Villaverde - Global Imagens

Comissão de trabalhadores admite que há muitos pedidos de cálculo para reformas

O BPI vai perder 321 trabalhadores num só ano, a maioria destes através de reformas antecipadas. A notícia não surpreende a comissão de trabalhadores (CT) do banco, que espera que as saídas apenas ocorram por mútuo acordo.

“A comissão de trabalhadores espera que estas saídas sejam feitas apenas através de reformas antecipadas”, adianta Sandra Salgado, coordenadora da CT, ao Dinheiro Vivo.

A dirigente espera que o banco liderado por Fernando Ulrich mantenha os processos de saída através de mútuo acordo. “O BPI não tem forçado saídas. Tem havido um verdadeiro mútuo acordo”, refere.

Sandra Salgado conta ainda, embora sem indicar números, que “muitas pessoas têm-se proposto para reformas. A insegurança por causa da OPA [do CaixaBank], a eventual compra do Novo Banco e o fecho dos balcões”, são os principais fatores que estão a contribuir para os pedidos de informações junto dos serviços.

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O BPI está a preparar a saída de 267 trabalhadores até ao final do ano. A grande maioria das saídas (240) deverá deixar o banco liderado por Fernando Ulrich através de um programa de reformas antecipadas. As saídas vão custar 47,1 milhões de euros, refere o comunicado com os resultados do primeiro semestre, verba já inscrita nas contas de 2016.

“Estimamos que até ao final o BPI vai reduzir os quadros em mais 267 trabalhadores, elevando para 321 as saídas no total do ano”, referiu o presidente do banco esta tarde em conferência de imprensa, onde explicou que os custos previstos para esta nova redução de pessoal já foram então registados nas contas.

O BPI, com estas reduções, deverá fechar o ano com 5 578 trabalhadores.

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