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Santander aprova o ‘direito a desligar’

Ana Botín lidera o grupo Santander, tendo sucedido ao pai Emilio Botín.
Ana Botín lidera o grupo Santander, tendo sucedido ao pai Emilio Botín.

O banco liderado por Ana Botín quer ser um dos melhores bancos para se trabalhar e para isso está a implementar uma nova cultura

Quando Ana Botín assumiu a liderança do Santander comprometeu-se a tornar o banco espanhol numa das melhores instituições para se trabalhar. Para isso, está em curso a introdução de uma nova cultura no banco para aplicar nos 10 mercados em que se encontra, escreve o jornal Cinco Días. Aproveitando a homologação das condições sociais e laborais o Santander vai aplicar medidas inovadoras para o tornar num dos três melhores bancos para se trabalhar.

Entre essas medidas está o reconhecimento de que os funcionários não têm de responder a emails, ou outras mensagens, quando já não estão dentro do seu horário de trabalho, nem durante tempos de descanso, licenças, férias – exceto casos de força maior ou circunstâncias excecionais, escreve o jornal. Esta medida é algo que em França ficou conhecido como o “direito a desligar”.

O pré-acordo assinado entre o Santander e os sindicatos reforça ainda a cultura do teletrabalho e da flexibilidade laboral. Além disso, o banco aumentou em duas semanas – passando de quatro para seis – a licença de paternidade e quer facilitar a adoção de horários especiais para mulheres que se encontrem no último mês de gravidez.

O Santander quer ainda promover o uso da tecnologia para racionalizar o tempo dos profissionais em reuniões – fomentando assim a redução da duração das mesmas, a convocatória antes de determinada hora e nas tardes que sejam véspera de feriado, de acordo com a mesma fonte.

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