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Santander sobe lucro em Portugal para 263,6 milhões até junho

O presidente executivo do Banco Santander Totta, António Vieira Monteiro, intervém durante a divulgação dos resultados relativos ao 1.º semestre de 2018 do Santander Totta, Lisboa, 1 de agosto de 2018. MIGUEL A. LOPES/ LUSA
O presidente executivo do Banco Santander Totta, António Vieira Monteiro, intervém durante a divulgação dos resultados relativos ao 1.º semestre de 2018 do Santander Totta, Lisboa, 1 de agosto de 2018. MIGUEL A. LOPES/ LUSA

O Santander lucrou 263,6 milhões de euros em Portugal na primeira metade de 2018, um aumento de 15,2% face a igual período do ano passado.

O Santander lucrou 263,6 milhões de euros em Portugal na primeira metade de 2018, um aumento de 15,2% face a igual período do ano passado.

A margem financeira melhorou 31,3% em termos homólogos para 444,1 milhões de euros e o produto bancário cresceu 19,8% para 658,3 milhões de euros, adiantou o banco em comunicado divulgado esta quarta-feira.

As comissões líquidas subiram 10,8% para 184,4 milhões de euros “beneficiando essencialmente do impacto positivo das comissões de fundos e seguros comercializados pelo banco, e de meios de pagamento”.

Quanto aos resultados em operações financeiras, caíram 14,8% para 45,6 milhões de euros.

Os recursos de clientes do banco aumentaram 21,8% para 39.516 milhões de euros, sendo que os depósitos, que representam 85% dos recursos, cresceram 21,1% e os fundos de investimento comercializados e os seguros “mantêm uma evolução dinâmica, tendo aumentado 25,6%”.

Comparando com final de 2017, os depósitos registaram um aumento de cerca de 2 mil milhões de euros, um crescimento de 6,3%.

“Somos um banco sólido com níveis de capital bastante elevados”, afirmou António Vieira Monteiro, presidente executivo do Santander em Portugal, na conferência de apresentação dos resultados, esta quarta-feira, em Lisboa.

O banco terminou o mês de junho com um rácio CET 1 de 13,3% (fully implemented), uma melhoria de 0,90 pontos percentuais em relação ao final de 2017.

 

Crédito sobe

A carteira de crédito cresceu 25,3% para 41.388 milhões de euros, ajudada pelo aumento de 44,5% no crédito a empresas e de 13,3% no crédito a particulares. As quotas de mercado de produção de crédito a empresas e habitação ascenderam a 19,7% e 22,3%, respetivamente, até ao final de maio.

O banco “vai cumprir a lei” e deduzir aos empréstimos de 1.300 dos seus clientes as taxas de juro Euribor negativas.

Mas Vieira Monteiro avisou que a medida imposta aos bancos veio distorcer o mercado já que os bancos não podem cobrar por ter depósitos.

Em termos de crédito malparado, Vieira Monteiro disse que o banco já vendeu uma carteira de 400 milhões de euros de ativos que estavam no Banco Popular – que foi integrado no Santander – bem como ativos do próprio banco.

Segundo o gestor, o Santander em Portugal deverá vender uma carteira superior a 400 milhões de euros de crédito malparado, tanto de empresas como de particulares. A realização da operação está dependente das condições do mercado, disse Vieira Monteiro, à margem da conferência.

O Santander iniciou a integração da atividade do Popular em Portugal no início desde ano. Desde então procedeu a uma ação de rebranding, com a adoção da marca Santander. A integração tecnológica está prevista ocorrer no quarto trimestre de 2018.

Na sequência da integração, o Santander procedeu à fusão de balcões e integração de trabalhadores. O banco terminou o mês de junho com 6.745 colaboradores, menos 39 do que registava em dezembro de 2017. O banco tem atualmente cerca de 670 balcões face aos 643 reportados no final do ano passado.

Vieira Monteiro diz estar satisfeito com a atual dimensão da rede do banco mas admite alterações no futuro. “O mercado não é estático”, frisou.

Santander sem data para sair da bolsa de Lisboa

 

Sobre a exclusão do Santander da bolsa portuguesa, Vieira Monteiro esclareceu que ainda não há uma data marcada para a operação. “Esse pedido resultou da falta de liquidez que a ação tem no nosso mercado”, afirmou, concretizando que banco tem 30 mil acionistas.

Adiantou que o Santander não vai acompanhar a tendência dos restantes bancos em Portugal e desfazer-se do seu edifício na Baixa lisboeta.

“Não temos o edifício à venda nem o pretendemos vender”, afirmou Vieira Monteiro, apontando que no futuro o banco poderá utilizar o edifício como museu.

 

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