Futuro da Banca

Santander estuda solução para pequenos acionistas do Popular

Fotografia: REUTERS/Albert Gea
Fotografia: REUTERS/Albert Gea

Acionistas minoritários do Banco Popular perderam o investimento realizado no aumento de capital de 2,5 mil milhões de euros, em maio do ano passado

O Santander está a estudar uma solução para os acionistas minoritários do Banco Popular que subscreveram o aumento de capital da entidade há um ano. Os minoritários perderam todo o investimento feito no aumento de capital de 2,5 mil milhões de euros, em maio do ano passado. É que no âmbito da resolução imposta ao Banco Popular pelo Mecanismo Único de Resolução todos os acionistas, sem exceção, perderam o dinheiro investido.

Contudo, garantiu o vice-presidente do Santander Espanha, Juan Manuel Cendoya, citado pelo El País, o banco vai “analisar bem todas as situações para ver que soluções se podem concretizar com os pequenos acionistas que são clientes do banco e que foram ao aumento de capital”. O responsável garantiu que existirão dados mais concretos “nos próximos dias”.

O Banco Popular foi alvo de uma resolução e o Santander comprou a instituição por um euro, comprometendo-se a realizar um aumento de capital de sete mil milhões de euros. O Santander, acrescentou o responsável, começará já nos próximos dias a explicar aos investidores as vantagens da operação, a executar no prazo de um mês.

A presidente do banco espanhol, Ana Botín, já enviou uma carta aos acionistas, citada pelo Cinco Días, prometendo uma rentabilidade de 14% em 2020 e que vai aumentar os dividendos neste ano e no próximo, com um impacto positivo por ação em 2019, garantindo importantes sinergias de custos.
“Com esta operação, o Banco Santander recupera a liderança financeira em Espanha e converte-se no maior banco privado em Portugal”, lembra a presidente do Santander, na carta enviada aos acionistas. O Santander, com a aquisição, ultrapassa ligeiramente o BCP em créditos mas fica aquém nos recursos de clientes.

Em Portugal, o Santander Totta ficou com a operação de retalho do Banif por 150 milhões de euros, no âmbito da resolução ao banco. A compra do Popular implica que os balcões também sejam absorvidos pelo banco liderado por Vieira Monteiro. Em novembro, o Popular já tinha anunciado uma redução de 300 funcionários e o encerramento de 47 balcões. O banco conta atualmente com 900 trabalhadores em Portugal e 118 balcões.

O Santander já desenhou um plano para rentabilizar a integração do Popular, conseguindo um retorno de 14% – corte de 3000 empregos e o encerramento de balcões para conseguir uma redução de custos na ordem dos 500 milhões de euros. Para além da venda de imobiliário no valor de 7,5 mil milhões de euros. Há poucos detalhes sobre o plano, incluindo se a operação em Portugal também será alvo de cortes.

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