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Santander lidera reclamações recebidas pela CMVM em 2018

O CEO do banco Santander, Pedro Castro e Almeida na apresentação dos resultados anuais de 2018 do banco Santander, esta manhã na sede do mesmo em Lisboa, 4 de fevereiro de 2019. MIGUEL A. LOPES/LUSA
O CEO do banco Santander, Pedro Castro e Almeida na apresentação dos resultados anuais de 2018 do banco Santander, esta manhã na sede do mesmo em Lisboa, 4 de fevereiro de 2019. MIGUEL A. LOPES/LUSA

O Santander foi a banco do qual os clientes mais reclamaram à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) em 2018, com 80 queixas feitas ao regulador, de acordo com o Relatório de Reclamações hoje divulgado.

As 80 reclamações recebidas pela CMVM sobre o Santander Totta totalizaram 17,3% do total, sendo que a segunda entidade mais reclamada, o BCP, registou 58 entradas no regulador, 12,6% do total.

Com mais de 30 reclamações seguem-se a Caixa Geral de Depósitos (CGD), com 51 queixas na CMVM (11,0% do total), o Novo Banco (50 reclamações, 10,8% do total), e o BPI (45, 9,7% do total).

No entanto, apenas o BPI registou uma subida de queixas recebidas pela CMVM face a 2017, com um aumento de 32,4%, tendo os restantes bancos visto as reclamações de que foram alvo diminuírem.

O Santander Totta diminuiu as reclamações em 32,8%, o Novo Banco em 35,1%, a CGD em 42,7% e o BCP em 54,0%.

Entre as 10 e 30 reclamações recebidas pela CMVM encontram-se o Bankinter (27 reclamações), o Deutsche Bank (26), o Banco Best (15), o Banif (15) e o Banco Montepio (11).

Nas entidades que tiveram entre cinco e dez reclamações estão o ActivoBank (oito), o Barclays (seis), e com cinco o Banco Invest, a PT International Finance, o BBVA e o EuroBic.

O Crédito Agrícola recebeu também duas reclamações, bem como o Banco Big.

Nas entidades alvo de queixas estão também o Santander Totta Seguros (quatro reclamações) e a seguradora Ocidental (duas).

O BPI Gestão de Ativos foi também alvo de duas reclamações na CMVM.

A CMVM demorou, em média, mais 12 dias no tratamento de uma reclamação em 2018, devido sobretudo à conclusão dos processos de reclamação relacionados com a resolução aplicada ao BES, indica hoje o Relatório de Reclamações de 2018.

“O tempo mediano de tratamento de uma reclamação aumentou para 109 dias, face aos 97 dias registados em 2017. Este aumento deveu-se sobretudo à conclusão dos processos de reclamação ainda diretamente relacionados com a medida de resolução aplicada ao BES”, informa a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) no Relatório sobre Reclamações e Pedidos de Informação relativo ao ano de 2018, hoje divulgado.

Segundo o documento, “excluindo estes processos de especial complexidade, o tempo mediano de tratamento de reclamações teria sido de 83 dias em 2018 e 94 dias em 2017, o que representa uma melhoria de 12%”.

Em 2018, a CMVM concluiu 816 processos de reclamação, menos 7% que no ano anterior.

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