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Santander, o resistente, entra em 2018 como líder

O banco resistiu à crise e foi uma excepção em Portugal. Vai entrar em 2018 mais sólido e com vontade de crescer

É a exceção da banca portuguesa. O Banco Santander Totta passou pela crise que se viveu no setor bancário em Portugal sempre com lucros e sem grandes preocupações. Agora, olha para 2018 como um ano em que voltará a crescer. A integração do Banco Popular vai torná-lo no maior banco privado em ativos e crédito no mercado português. Faltam só as autorizações dos reguladores, esperadas a qualquer momento.

“Crescemos, sem qualquer ajuda estatal, apresentamos os melhores resultados, os melhores rácios e os melhores ratings. Mesmo durante a crise, apresentámos sempre lucros”, afirmou António Vieira Monteiro, presidente-executivo do Santander, ao Dinheiro Vivo. Desde 2008, o banco gerou cerca de 3000 milhões de euros em resultados, que permitiram distribuir dividendos e fazer investimento, num total de 1800 milhões de euros. “Após a integração do Banco Popular Portugal, tornamo-nos no banco privado em Portugal com o maior volume de ativos e crédito”, sublinhou.

Nota ‘A’ da DBRS
Na quinta-feira, o Santander Totta viu ser reconhecida a sua posição de exceção em Portugal. A agência de notação financeira canadiana DBRS subiu os ratings de longo prazo do banco de BBB-high para A-low. A DBRS destacou, no relatório com o upgrade, que “com a aquisição do Banco Popular Portugal, o Santander passa a ter uma posição mais reforçada no mercado, ao mesmo tempo que solidifica a sua posição como banco número dois em Portugal”. A agência frisa ainda “o papel importante que o Totta desempenha enquanto subsidiária do Santander”. E sublinha “a estabilização do ambiente bancário em Portugal”.

O banco terminou os primeiros nove meses do ano com um crescimento de 13% dos resultados líquidos, que se fixaram em 332 milhões de euros. “Os bons resultados do banco decorrem do crescimento orgânico da nossa atividade, do controlo de custos e da nossa política de risco de crédito”.

O Santander Totta concedeu 35 mil milhões de euros de crédito a empresas entre 2008 e 2016 e 7,1 mil milhões de euros a particulares. Nos primeiros nove meses de 2017, o banco foi o único a registar um aumento do crédito bruto, que cresceu 4,6% no terceiro trimestre. A contratação de novos créditos à habitação aumentou 64% e um em cada cinco contratos deste tipo é feito no Totta.
Para 2018, o banco prevê continuar a crescer. Para já anunciou um aumento das comissões. E também terá de executar e concluir a integração do Banco Popular e ajustar o número de trabalhadores.

“O Santander Totta não faz despedimentos. Continuamos com a política que temos vindo a seguir no sentido de as saídas que se tenham de registar sejam feitas através de rescisões por mútuo acordo ou por reformas e pré-reformas”, disse Vieira Monteiro. No final de junho, a soma de trabalhadores dos dois bancos era de 6811 e de 703 balcões.

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