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Santander prepara redução do número de trabalhadores em Portugal

O presidente executivo do Banco Santander Totta, António Vieira Monteiro, intervém durante a divulgação dos resultados relativos ao 1.º semestre de 2018 do Santander Totta, Lisboa, 1 de agosto de 2018. MIGUEL A. LOPES/ LUSA
O presidente executivo do Banco Santander Totta, António Vieira Monteiro, intervém durante a divulgação dos resultados relativos ao 1.º semestre de 2018 do Santander Totta, Lisboa, 1 de agosto de 2018. MIGUEL A. LOPES/ LUSA

O El Economista noticia que o Santander não avança nenhum número enquanto não começarem as negociações com os representantes dos trabalhadores.

O Santander Totta está a preparar um ajuste no seu quadro de pessoal depois da conclusão da integração do Banco Popular, planeando uma nova redução no número de trabalhadores.

O El Economista noticia esta segunda-feira que o banco liderado por António Vieira Monteiro não dará nenhuma indicação sobre o número de funcionários poderão sair do Santander enquanto não começarem as negociações com os representantes dos trabalhadores.

Os ajustes no quadro pessoal visam melhorar a eficiência do grupo e inclui o reforço de meios em algumas agências.

Contudo, o Santander garante que “não está a preparar uma redução abrupta de um grande número de trabalhadores” e que “o processo gradual de cortes prossegue”, frisando que o banco não foi contactado pela publicação espanhola.

“O processo (de redução do quadro de pessoal) está em curso e tem sido feito de forma gradual com base em acordos de rescisão e pré-reformas”, disse fonte oficial do banco ao Dinheiro Vivo.

Segundo o Santander Totta, o banco terminou o primeiro semestre de 2018 com menos 80 trabalhadores do que tinha no final de 2017. O banco empregava, em junho deste ano, 6.662 trabalhadores em Portugal contra 6.742 em dezembro.

O El Economista escreve que “depois da fusão dos sistemas em Portugal, o banco, bem como em Espanha, também planeia ajustes para melhorar a eficiência do grupo, já algumas sucursais podem duplicar esforços”, apontando que “atualmente, o número de empregados que tem o Popular no país vizinho ronda os 900.

“Da mesma forma, o grupo realizará o processo de cortes em negociação com os sindicatos. No entanto, até que as conversações com os representantes dos trabalhadores sejam iniciadas, o banco não propõe um valor preciso para o ajuste”, afirma.

O Santander anunciou no passado dia 16 de outubro a conclusão da integração tecnológica da rede do ex-Banco Popular Portugal.

No final de 2017, o Santander concluiu a integração do Banco Popular, que foi comprado pelo preço simbólico de um euro depois do Banco Central Europeu ter anunciado, a 6 de junho do ano passado, que a instituição não tinha viabilidade.

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