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Santander sublinha “muito bom desempenho” da filial portuguesa no 1.º semestre

Pedro Castro e Almeida é CEO do Santander Totta. Foto: Diana Quintela/ Global Imagens
Pedro Castro e Almeida é CEO do Santander Totta. Foto: Diana Quintela/ Global Imagens

A administração do grupo espanhol Santander sublinhou esta terça-feira, em Madrid, o “muito bom desempenho” obtido pela filial portuguesa, com os lucros a crescerem 14% no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período do ano passado.

“O crescimento verificado em quase todos os segmentos [do Santander Totta] está-nos a permitir ganhar quota de mercado” em Portugal, disse o responsável financeiro do Santander na conferência de imprensa onde foram apresentados os resultados em todo o mundo.

José García Cantera acrescentou que “os lucros cresceram 14% também apoiados em menores custos, depois da integração do Banco Popular”.

De acordo com os resultados divulgados, o ‘lucro ordinário atribuído’ (lucros com mais valias menos dotações) do Santander Totta, no primeiro semestre de 2019, foi de 260 milhões de euros, um aumento homólogo de 14%.

Fonte do grupo Santander explicou à agência Lusa que não se espera que haja mais valias ou dotações extraordinárias da filial portuguesa, o que deve levar a que o lucro no primeiro semestre seja igual a esse montante, mas os resultados serão apresentados em Lisboa nos próximos dias.

Também presente na apresentação dos resultados, o presidente executivo do grupo Santander, José António Alvarez, não se quis comprometer com um eventual interesse do grupo bancário espanhol, no futuro, pelo português Novo Banco: “Quando for colocado à venda logo veremos”, disse aos jornalistas.

“Assim como uma primeira impressão, a nossa quota de mercado em Portugal é de 20% e parece-me que temos uma quota de mercado suficiente”, acrescentou.

O grupo Santander obteve um lucro de 3.231 milhões de euros no final do primeiro semestre do ano, menos 14% do que há um ano, depois de ter constituído dotações de 814 milhões para custos de reestruturação.

Na informação que enviou hoje de manhã à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) espanhola, o grupo sublinha que se fossem excluídos estes encargos não recorrentes teria tido um resultado líquido de 4.045 milhões de euros.

As dotações incluem custos de reestruturação em Espanha (600 milhões), no Reino Unido (26 milhões), e seguros de proteção de pagamentos no Reino Unido (80 milhões), assim como os 108 milhões que já tinham sido anunciados no primeiro trimestre do ano.

O Santander sublinha que, no segundo trimestre, o número de clientes em todo o mundo aumentou em um milhão, alcançando um total de 142 milhões, “mais do que qualquer outro banco na Europa e na América”.

O rácio de capital CT1 do Santander atingiu os 11,30% em 30 de junho último, 50 pontos bases mais do que há um ano, e o grupo “mantém-se como um dos bancos mais rentáveis e eficientes do mundo”, com uma taxa de retorno do capital tangível (RoTE) ordinário de 11,7% e um rácio de eficiência de 47,4%.

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