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Santos Silva: “Sonho de o BPI ser banco português não é possível”

Artur Santos Silva é um dos fundadores do BPI e preside ao Conselho de Administração do banco.
Artur Santos Silva é um dos fundadores do BPI e preside ao Conselho de Administração do banco.

Assembleia Geral de hoje no Porto aprovou a desblindagem dos estatutos do BPI com 94% dos votos a favor.

A possível venda da maioria do capital do BPI ao banco catalão Caixabank não é o fim de um sonho, para Artur Santos Silva.

“O BPI ser um banco português não é possível já há muito tempo”, comentou o presidente do Conselho de Administração do banco, no final da assembleia geral que desblindou os estatutos acionistas e, assim, abriu caminho à OPA do Caixabank.

“Infelizmente, hoje em dia, os capitais portugueses não conseguem suportar as exigências do setor bancário”, explicou Santos Silva, recordando que, na altura em que as exigências da troika obrigaram o banco a aumentar o capital social, “a generalidade dos acionistas portugueses [representativos de cerca de 6% do capital social do BPI] não foi ao aumento de capital”.

Artur Santos Silva recordou, ainda, como a blindagem dos estatutos foi decidida, não pelo conselho de administração do BPI, mas por três acionistas, nos anos 90: “Foi desenhado pela Allianz, pelo Itaú e pelo Caixabank, que, depois, à medida que foram investindo no BPI, foram aumentando os limites: de início eram 12,5%, depois 17,5% e, por fim, os 20%”, relatou.

“O país precisa é de bancos sólidos, capazes de resistir, com boas equipas de gestão, boa estrutura e o que vai acontecer, cada vez mais, na banca em Portugal, é a consolidação”, rematou o fundador do BPI.

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