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Schroders: Risco das ações dos bancos europeus desceram muito mais é baixo

A gestora de ativos frisa que "os bancos na Europa entram nesta crise mais saudáveis do que no início da crise financeira global de 2008/2009".

A gestora de ativos britânica Schroders considera que o risco das ações dos bancos europeus desvalorizarem muito mais é baixo e que, apesar dos riscos serem “claramente elevados”, vê “uma baixa probabilidade de um resgate em todo o setor ser imposto aos acionistas”.

Destaca, numa análise divulgada esta segunda-feira, que “é importante sublinhar que os bancos na Europa entram nesta crise mais saudáveis do que no início da crise financeira global de 2008/2009”.

“Na nossa opinião, o risco dos preços das ações colapsarem muito mais, com a imposição aos acionistas de uma recapitalização forçada em todo o setor, parece baixa”, refere a Schroders.

“Os bancos têm fortes níveis de capitalização, fortes amortecedores de liquidez, agora estão a observar um relaxamento, em vez de um apertar, dos requisitos regulatórios, e são o canal de apoio de governos a empresas e indivíduos impactados”, frisa.

Para a Schroders “o que é claro é que nem todos os bancos vão experienciar o impacto da mesma maneira”. “Alguns estão melhor posicionados do que outros para navegar esta crise e é por isso que a seleção de ações será crítica quando se investir no setor”.

A Europa é atualmente o epicentro da epidemia de coronavírus. O índice bolsista europeu dos 600 maiores bancos cotados – o Stoxx 600 para a banca – recuou 40% no último mês. Em Lisboa, o Millennium bcp acumula perdas de 50%.

Os bancos estão muito expostos às empresas e famílias. Muitos setores de atividade estão paralisados, empresas fecharam e há já despedimentos registados devido à crise. Mas o Banco Central Europeu adotou medidas para apoiar os bancos, incluindo flexibilizar os requisitos em matéria rácios de capital. Também acomodou a forma como os bancos poderão contabilizar a moratória de créditos que está a ser anunciada por governos.

Em Portugal, ainda está em preparação a legislação que vai dar suporte à moratória, que vai permitir às famílias mais afetadas pela crise suspenderem o pagamento de prestações da casa. A medida já foi adotada por países como Espanha, Itália e França.

 

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