Economia circular

Seis bancos públicos europeus prometem 10 mil milhões contra o desperdício

Emma Navarro, vice-presidente do Banco Europeu de Investimento. Fotografia: Álvaro Isidoro/Global Imagens
Emma Navarro, vice-presidente do Banco Europeu de Investimento. Fotografia: Álvaro Isidoro/Global Imagens

O objetivo das instituições é limitar e eliminar os desperdícios.

Seis bancos públicos europeus associaram-se para financiar a economia circular, que visa lutar contra o desperdício, numa iniciativa no valor de 10 mil milhões de euros até 2023, anunciaram hoje as instituições num comunicado conjunto.

“Esta parceria emblemática cifra-se em, pelo menos, 10 mil milhões de euros nos próximos cinco anos — entre 2019 e 2023”, indicam num comunicado citado pela agência France Presse as seis instituições: a Caisse des Dépôts, o braço financeiro do Estado francês, o seu homólogo no seio da União Europeia, o Banco Europeu de Investimento (BEI), e instituições similares na Alemanha (KfW), Espanha (ICO), Itália (CDP) e Polónia (BGK).

“O objetivo é limitar e eliminar os desperdícios, fortalecer o uso eficiente dos recursos e incentivar a inovação, favorecendo a circularidade em todos os setores da economia”, explicam as instituições no documento.

As instituições adiantam que os 10 mil milhões de euros prometidos no âmbito desta “iniciativa conjunta a favor da economia circular” serão de diferente natureza, incluindo empréstimos, investimentos diretos e garantias financeiras, mas sem especificar para já a forma como serão repartidos.

A iniciativa prevê também o estabelecimento de “estruturas de financiamento inovadoras para infraestruturas públicas e privadas, municípios, empresas privadas de diferentes dimensões e projetos de pesquisa e inovação”.

Os setores visados dizem respeito a diferentes fases do ciclo de vida dos produtos. Neste sentido, a iniciativa visa, entre outras coisas, incentivar a redução de resíduos durante a produção, a reparação e reutilização durante a vida útil dos produtos e a recuperação dos materiais quando são deitados fora.

De acordo com a Direção-Geral das Atividades Económicas (DGAE), a economia circular é um “conceito estratégico que assenta nos princípios da redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia”.

A DGAE indica também que a economia circular se assume “como um elemento chave para promover a dissociação entre o crescimento económico e o aumento no consumo de recursos”.

A mesma entidade adianta que “numa economia circular, o valor dos produtos e materiais é mantido durante o maior tempo possível, a produção de resíduos e a utilização de recursos reduzem-se ao mínimo e, quando os produtos atingem o final da sua vida útil, os recursos mantêm-se na economia para serem reutilizados e voltarem a gerar valor”.

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