Consumo

SIBS: Consumo aproxima-se de valores pré-confinamento

Fotografia: Global Imagens
Fotografia: Global Imagens

Os dados respeitam à quarta semana de desconfinamento, entre 25 e 31 de maio, e apontam que a evolução do consumo não é uniforme em todas as regiões.

A SIBS, que gere a rede Multibanco, anunciou esta terça-feira dados que apontam que a média de gastos dos consumidores portugueses está a aproximar-se dos valores registados antes do período de confinamento.

Os dados respeitam à quarta semana de desconfinamento, entre 25 e 31 de maio, e indicam que a evolução do consumo não é uniforme em todas as regiões do país, registando-se uma recuperação mais lenta na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Segundo a SIBS, a média de compras em loja na semana passada está já a 82 pontos face ao período pré-pandemia, “aproximando-se cada vez mais da frequência de compra antes do registo do primeiro caso de covid-19 em Portugal”, uma subida de sete pontos face à semana anterior, equivalendo à quinta semana consecutiva de tendência de crescimento.

“Também as compras online registaram um crescimento acentuado de sete pontos face à semana anterior, de 89 para 96 pontos – partindo de uma base de index 100, na qual 100 é equivalente à média diária do número de compras antes de ser registado o primeiro caso de infeção – praticamente ao nível do período antes da primeira infeção”, indicou em comunicado.

A média do valor gasto por cada compra na rede Multibanco manteve-se inalterada face à semana anterior, em 37,8 euros. “Já nas compras online, o valor médio cresceu 1,7% para os 40,9 euros, face aos 40,2 euros da semana anterior. Em ambos os casos, os valores médios por compra continuam acima da média do período antes da pandemia: no canal físico, o valor é 11,2% superior e no online é 9% maior”.

A SIBS destacou que a utilização do MB Way “continua a bater valores recordes semana após semana: no período em análise, de 25 a 31 de maio, a média de compras em loja através do MB Way ficou 90% acima da média anterior ao início da pandemia, praticamente duplicando a frequência de utilização”.

Por regiões, “Lisboa e Vale do Tejo é a região, entre Continente e Regiões Autónomas, que continua a registar o maior abrandamento no consumo desde que foi decretado o estado de emergência, com os valores mais baixos do país no que se refere às compras físicas”.

Nesta região, as compras “estavam a 73% da frequência média pré-covid, tendo chegado a representar apenas 42% na semana de 30 de março a 5 de abril, ou seja, menos de metade do total de compras físicas quando comparado com o período antes da pandemia”.

No Alentejo o consumo em loja já ultrapassou a frequência de compras antes do aparecimento do primeiro caso em Portugal, com o número médio de compras físicas na última semana a situar-se cinco pontos percentuais acima do número médio de compras antes da epidemia.

O estado de emergência foi declarado em Portugal no dia 18 de março e arrastou-se até ao dia 2 de maio, encerrando empresas, comércio e serviços, e criando uma das maiores crises económicas de sempre. O desemprego disparou tal como o recurso à suspensão dos contratos de trabalho – lay-off. A medida foi adotada para tentar travar a epidemia do novo coronavírus que origina a doença covid-19.

A taxa de mortalidade da doença é inferior a 5% dos infetados, podendo ser fatal em pessoas com mais idade ou com outras doenças. A epidemia teve origem em Wuhan, na China, no final de 2019 e propagou-se por todo o mundo. A maioria dos países optou pelo confinamento forçado da população.

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