Novo Banco

Sindicato quer nacionalização e posterior dispersão por trabalhadores

O presidente do Conselho de Administração do Novo Banco, António Ramalho (Foto: TIAGO PETINGA/LUSA)
O presidente do Conselho de Administração do Novo Banco, António Ramalho (Foto: TIAGO PETINGA/LUSA)

NB não deve ser vendido ao desbarato nem retalhado por um qualquer fundo, diz sindicato dos quadros bancários. Pede nacionalização e venda posterior

O Sindicato Nacional dos Quatros e Técnicos Bancários (SNQTB) juntou-se esta tarde às vozes que reclamam a nacionalização do Novo Banco, mesmo que de forma temporária, para evitar uma opção ainda pior para o futuro do antigo BES. O banco poderia ser vendido posteriormente mas reservando “uma parte do capital” para os próprios trabalhadores da instituição, defende o SNQTB.

Segundo Paulo Marcos, presidente do SNQTB, citado em comunicado agora divulgado, “a nacionalização transitória poderá ser um meio adequado para garantir” que o Novo Banco permanece uma entidade una, sólida e que melhor proteja os postos de trabalho no grupo. A posição do SNQTB surge depois de também os trabalhadores do próprio Novo Banco terem defendido uma solução idêntica na semana passada.

Segundo a leitura que o SNQTB faz dos últimos “avanços” da venda do Novo Banco, e face ao importante peso desta instituição no total do mercado, o banco de transição que resultou do colapso do BES não deve ser vendido ao desbarato nem retalhado por um qualquer fundo abutre.

Tal como está o processo de venda ao dia de hoje, a venda à Lone Star pode acarretar ainda mais riscos para os contribuintes do que aqueles que a solução encontrada para o BES em 2014 já tem implícitos – os 3,9 mil milhões emprestados pelos contribuintes ao Fundo de Resolução. Para o governo, tal cenário é impossível de admitir.

“É fundamental que seja tomada uma decisão que assegure um Novo Banco uno, equilibrado, com compromisso da manutenção dos postos de trabalho e que mantenha o centro de gestão em Portugal, preservando igualmente as atuais estruturas de conhecimento, tecnológicas e comerciais do Banco em proveito da economia portuguesa. A nacionalização transitória poderá ser um meio adequado para garantir estes objetivos”, diz agora Paulo Marcos, líder do SNQTB, em comunicado.

Para o SNQTB, o futuro do Novo Banco deve assentar num projeto de desenvolvimento “viável, credível, com visão e partilhado com os seus colaboradores, os quais têm sabido manter o banco como uma instituição imprescindível”, aponta o sindicato.

“Nessa medida, numa futura alienação do Novo Banco, os colaboradores poderão ter direito a adquirir uma parte do capital, reforçando assim o seu envolvimento”, remata então o SNQTB, que conclui o comunicado realçando que entregou hoje, dia 9 de janeiro, cartas ao Presidente da República, ao Líder da Assembleia da República, ao Ministro das Finanças, ao Primeiro-Ministro e ao governador do Banco de Portugal a defender esta mesma posição.

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