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Sindicato inquieto com reestruturações do Novo Banco e da CGD

Fotografia: TIAGO PETINGA/LUSA
Fotografia: TIAGO PETINGA/LUSA

"Sector ainda não está estabilizado, há processos que ainda têm de ser concluídos", como Novo Banco e CGD, diz o presidente do Sindicato dos Bancários do Norte.

Os recém-eleitos órgãos sociais do Sindicato dos Bancários do Norte (SBN) tomaram posse, neste sábado, para o mandato 2017-2021, com o presidente, Mário Mourão, a destacar como prioridade os processos de reestruturação em curso no setor financeiro.

“Entre as prioridades neste mandato está, de imediato, continuar a situação de processos de reestruturação em curso no setor financeiro. O sector ainda não está estabilizado, há processos que ainda têm de ser concluídos, como o Novo Banco ou a Caixa Geral de Depósitos (CGD), e que o sindicato dará prioridade”, disse à agência Lusa Mário Mourão.

O sindicalista, que foi reeleito presidente da direção do SBN, afirmou que estes processos “trazem para a banca uma instabilidade muito grande” e que, nesse sentido, é necessário “estabelecer compromissos” para que reestruturar deixe de ser “uma desculpa” para diminuir o número de trabalhadores no setor.

“Muitas das instituições que o fazem [rescindir com trabalhadores] depois recorrem a trabalhadores de empresas de ‘outsourcing’ [subcontratação] em condições de precariedade. Mandam embora trabalhadores com convenção assinada e depois contratam outros a preços muito reduzidos e em situação muito precária. O sindicato tem de fazer a denúncia pública desta prática”, sublinhou Mário Mourão.

Alargar o SAMS

Outra das prioridades é o subsistema de saúde SAMS/SIB, com o sindicato a defender o alargamento da rede de cuidados de saúde a todo o território nacional e a prever estudar o recurso a novas especialidades nos postos clínicos.

Mário Mourão referiu ainda que o SBN quer recorrer ao centro geriátrico que detém para dar assistência ao domicílio aos seus associados de baixos recursos.

“Vamos implementar estas medidas e isto tem a ver com um objetivo — um aumento de sindicalizados do norte. Queremos ser os mais fortes na área que temos hoje. E, para isso, temos de tomar medidas a montante e a jusante”, afirmou o presidente do SBN.

Questionado sobre se o SBN tem perdido associados, Mário Mourão admitiu que sim: “Todos os sindicatos têm perdido associados”, afirmou, explicando que com os processos de reestruturação em curso no setor muitos trabalhadores têm saído e, por isso, deixam o sindicato.

“Também aí o sindicato tem de estudar a possibilidade de dar o apoio jurídico a trabalhadores que abandonaram o setor, por terem sido os escolhidos para rescindir com as empresas. Se descontaram durante anos porque os devemos abandonar?”, questionou, admitindo vir a estudar um programa específico para que esses trabalhadores possam manter o acesso ao subsistema de saúde.

O SBN conta com 19.000 associados e inaugurou recentemente uma residência sénior destinada aos associados com mais de 55 anos, num investimento total de nove milhões de euros.

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