Novo Banco

Sindicatos da UGT reúnem com Novo Banco para conhecer impacto da reestruturação

Saber qual o impacto da reestruturação do Novo Banco, é o objetivo da reunião dos sindicatos da UGT com a administração da instituição

A Federação sindical do Setor Financeiro (Febase), ligada à UGT, reúne-se esta terça-feira com a administração do Novo Banco para saber o impacto para os trabalhadores da reestruturação que será feira na instituição, na sequência da sua venda.

“A Febase pediu a reunião, uma vez que o processo de venda [do Novo Banco] está concluído, para saber o que está previsto em termos de reestruturação, nomeadamente de mais redução de balcões e postos de trabalho”, afirmou à Lusa Mário Mourão, que será o representante da Febase na reunião.

O dirigente sindical referiu que os sindicatos estão preocupados, uma vez que é habitual a saída de funcionários nos processos de reestruturação que envolvem planos negociados com a Comissão Europeia.

A reunião decorrerá esta terça-feira, pelas 11:00 (hora de Lisboa), na sede do Novo Banco, em Lisboa.

Em 18 de outubro foi concretizada a venda de 75% do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star, mantendo o Fundo de Resolução (até então o único acionista) uma participação de 25%.

O Novo Banco deixou, nessa data, de ser um banco de transição, mais de três anos depois da resolução do Banco Espírito Santo (BES), e entrou numa nova fase da sua vida.

Para já, é certo que será aplicado um plano de reestruturação (que foi negociado com a Comissão Europeia, que pediu garantias de que o banco será viável a longo prazo). Contudo, não é conhecido o que esse plano implicará em termos de redução de balcões e postos de trabalho.

O comunicado de Bruxelas, no dia em que deu autorização ao negócio (11 de outubro), referia apenas que a reestruturação implicava a redução da dimensão do banco, com “alienação de atividades não principais e outras medidas de redimensionamento”.

O Novo Banco reduziu o seu quadro de pessoal em mais de 2.000 trabalhadores desde que foi criado.

Em agosto passado trabalhavam no grupo Novo Banco 5.678 pessoas (95% nas atividades em Portugal e as restantes nas operações no estrangeiro), um número que significa uma redução de 2.044 pessoas quando comparado com os 7.722 trabalhadores que o grupo bancário tinha no final de 2014.

A saída dos cerca de 2.000 trabalhadores do Novo Banco nestes quase três anos deu-se por várias formas, como a venda de algumas operações (com consequente redução de trabalhadores, que ficaram a trabalhar com os novos donos dessas entidades) e por saídas naturais (como reformas).

Contudo, a maioria das saídas deveu-se a processos de rescisões, reformas antecipadas e houve mesmo um despedimento coletivo, no âmbito de processos de reestruturação que a instituição levou a cabo.

Só este ano, o Novo Banco reduziu o quadro de pessoal em mais de 400 pessoas.

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