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Bancários apelam ao BCP que canalize fundos para as pensões dos trabalhadores

Foto: Rafael Marchante/Reuters
Foto: Rafael Marchante/Reuters

O Sindicato dos bancários apelou "ao bom senso" do BCP, para que "reconheça a dedicação e mérito profissional' dos seus trabalhadores".

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários defende que os 4,9 milhões de euros que a administração do BCP pretende canalizar para os fundos de pensões da Comissão Executiva transitem para o Fundo Complementar de Pensões dos trabalhadores.

“Entende o SNQTB que a próxima assembleia-geral do BCP, a realizar no dia 30 de maio, deve deliberar a imediata restituição dos valores retidos dos vencimentos dos trabalhadores do BCP e da contribuição de 4.920.236 euros para o Fundo Complementar de Pensões dos trabalhadores, cuja contribuição se encontra suspensa”, sustenta o sindicato em comunicado.

Segundo o presidente do SNQTB, Paulo Marcos, “argumentos mais válidos existirão para a atribuição de tais ‘prémios’ aos trabalhadores, os quais, em primeira instância, estiveram sempre na linha da frente e a defender a imagem do BCP, muito antes da atual administração estar em funções”.

“O SNQTB apela ao bom senso dos acionistas do BCP para o devido reconhecimento da dedicação e mérito profissional dos trabalhadores, pois o sucesso da instituição deve-se ao grande esforço que os trabalhadores desenvolveram ao longo de vários anos e várias administrações”, lê-se no comunicado.

No documento, o sindicato diz valorizar “que o Conselho de Administração tenha um sentimento de otimismo tão relevante sobre a atual e futura situação do BCP”, mas adverte que “a continuação do sucesso do BCP depende da paz social e laboral no seio” do banco, “que somente será mantida com o devido respeito e reconhecimento” dos trabalhadores.

Recordando ser “detentor do número de ações necessárias para estar representado na assembleia-geral de acionistas do BCP”, o SNQTB diz estar neste momento “a estudar a forma como se fará representar”.

O BCP comunicou na terça-feira ao mercado que o Conselho de Remunerações do banco vai levar à assembleia-geral de 30 de maio uma proposta para o pagamento extraordinário de 4,9 milhões de euros para os fundos de pensões dos atuais administradores executivos do banco.

No comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) com as propostas relativas aos dez pontos da ordem de trabalhos da reunião magna, o banco refere que um estudo efetuado em 2017 pela Mercer concluiu que o “regime de complemento de pensões dos membros da comissão executiva do BCP evidencia que a taxa de reposição dos administradores abrangidos é inferior à taxa de substituição média das empresas do PSI20 com um plano de benefício definido, sendo que no caso do BCP se encontra em vigor um regime de contribuição definida e não um regime de benefício definido”.

Assim, o Conselho de Remunerações e Previdência propõe que os acionistas aprovem um aditamento ao regulamento de reforma dos administradores executivos que permita que em assembleia-geral seja decidido uma contribuição extraordinária para o complemento de reforma desses administradores. E ainda que na mesma reunião magna, “seja aprovado o pagamento de uma contribuição única e extraordinária do BCP para os fundos de pensão dos administradores executivos que desempenharam funções no mandato 2015/2017 no montante total de 4.920.236 euros (quatro milhões, novecentos e vinte mil, duzentos e trinta e seis euros) a acrescer aos montantes já entregues no decurso do exercício a título de contribuição para complemento de reforma”.

Caso esta proposta seja aprovada, será o Conselho de Remunerações a decidir que parte caberá a cada administrador, consoante tempo de mandato e salário fixo.

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