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Sonangol a vender BCP? Angola e BCP descartam a ideia

João Lourenço, Presidente de Angola. (Fotografia: José Sena Goulão/ EPA)
João Lourenço, Presidente de Angola. (Fotografia: José Sena Goulão/ EPA)

"Não há alteração" quanto à posição no BCP, garante Miguel Maya. É um "investimento estratégico", sublinha a companhia.

A notícia de que a petrolífera estatal angolana estaria a fechar a saída do BCP, no âmbito da estratégia de alienar as participações que tem em vários bancos, voltou a ser divulgada esta tarde, depois de avançada pelo Expansão. Angola, porém, vem uma vez mais rejeitar que tal seja verdade. E o mesmo garante o presidente do Millennium BCP, Miguel Maya, ao Dinheiro Vivo.

Fonte próxima garantiu ao Dinheiro Vivo que “não há qualquer alteração conhecida das intenções quanto à participação no BCP”. Conforme, aliás, o próprio presidente angolano, João Lourenço, tem repetido. “Fomos procurados para sabe se a Sonangol ia sair — estou a referir-me a um banco. Nós sossegamos essa empresa para dormir descansada”, afirmou no final do ano o chefe de Estado.

Mais recentemente, o presidente da Sonangol, Carlos Saturnino, afirmara mesmo que a participação no Millennium é “um investimento que dá certo”, mesmo porque o banco tem “melhorado consideravelmente resultados”, tratando-se, portanto não de um peso para a petrolífera estatal mas antes de “um investimento estratégico desta empresa”.

Contactado, o presidente do BCP reconheceu que “o plano de desinvestimentos da Sonangol no setor financeiro não é novidade”. Porém, sublinha Miguel Maya, o banco “tem contacto permanente com os representantes do acionista Sonangol e pode confirmar que não há qualquer alteração à posição que oportunamente foi dada a conhecer por fontes oficiais ao mercado”.

Com participações no Millennium (19,5%), onde é a segunda maior acionista, mas também nos angolanos BAI (78,5%), BFA (13% via Unitel), Caixa Angola (25%) e Banco Económico (31,5%), a notícia da nova estratégia seguida pela petrolífera, que passa por concentrar-se na sua atividade core, tem conduzido à conclusão de que a venda das participações em empresas e na banca será uma questão de tempo. Mas para já parece não haver novidades quanto à presença em Portugal.

(Notícia atualizada com declaração de Miguel Maya)

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