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S&P altera perspetiva do BPI para “positiva” com registo da OPA

Fotografia: Gonçalo Villaverde - Global Imagens
Fotografia: Gonçalo Villaverde - Global Imagens

S&P espera detalhes sobre custos de reestruturação e política de dividendos que o BPI terá com o CaixaBank para avaliar impacto da venda do BFA

A Standard & Poor’s (S&P) alterou a perspetiva para o rating do BPI de ‘em desenvolvimento’ para ‘positiva’, graças ao avanço oficial da oferta pública de aquisição (OPA) lançada pelo CaixaBank sobre o banco português, de acordo com uma nota de análise divulgada pela agência de rating.

“A S&P reviu o estado da perspetiva para o rating ‘BB-‘ do BPI de ‘em desenvolvimento’ para ‘positiva'”, depois do “anúncio de 16 de janeiro do registo da OPA do CaixaBank sobre capital que ainda não detém do BPI (55%), justificou a S&P.

A revisão da perspetiva, acrescenta a agência, reflete a hipótese do grupo espanhol tomar o controlo total do banco, o que dará ao BPI a possibilidade de “beneficiar de apoio” reforçado vindo de um grupo de maior dimensão.

“Vemos potencial para subir o rating do BPI em dois patamares já que esperamos que o banco seja considerado, no mínimo, como uma subsidiária moderadamente estratégica do CaixaBank logo após a conclusão da OPA.”

Para a S&P, a integração do BPI num grupo de maior dimensão e capacidade financeira vai resolver alguns dos problemas que mais têm atrasado o banco, nomeadamente ao nível da “corporate governance e de uma base acionista dividida, aligeirando as nossas preocupações anteriores sobre a capacidade da gestão em conduzir o banco de forma eficaz”.

Tal como a Moody’s ontem, também a S&P aborda a relação do BPI com BFA e as recentes alterações no controlo deste banco angolano.

Para os analistas desta agência, a venda de 2% do BFA à Unitel “resolveu finalmente o notável excesso de concentração em Angola” do BPI, operação que todavia tem um outro lado: “A venda vai ter impacto negativo nos rácios do BPI de solvência e de capital ajustado ao risco [risk adjusted capital], que era de 5,8% no final de 2015.”

Sobre este aspeto, a S&P vai no entanto esperar mais detalhes sobre os custos de reestruturação e a política de dividendos que o BPI terá quando estiver integrado no universo CaixaBank.

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