Criptomoedas

S&P: Governos vão impedir que a Libra seja uma alternativa ao dinheiro

DOJ pede que o Facebook interrompa os planos de criptografia de ponta a ponta

Moedas como a Libra levantam "preocupações financeiras e de estabilidade macroeconómica" para os governos, diz a S&P.

A Standard & Poor’s acredita que os governos a nível global vão impedir a nova moeda digital do Facebook, Libra, de se tornar uma alternativa ao dinheiro, “tornando-se numa fonte paralela de criação de moeda, à margem do cenário de política monetária dos bancos centrais”.

Por isso, a agência de notação financeira considera ser “improvável” que a Libra “se torne numa moeda de reserva” – muito utilizada -, como o euro e o dólar.

“A Libra resolve alguns dos principais problemas que identificamos nas criptomoedas como meio de troca e armazenamento de valor”, disse Mohamed Damak, analista da S&P, citado num relatório divulgado esta terça-feira.

“No entanto, devido a preocupações financeiras e de estabilidade macroeconómica, acreditamos que os governos nacionais podem impedir que o Libra se torne uma fonte paralela de criação de moeda, à margem do cenário de política monetária dos bancos centrais”, adianta.

“Nesse sentido, Libra pode ser visto mais como um sistema de pagamento, semelhante ao PayPal ou WeChat, mas com uma blockchain e uma moeda”, avança.

Ontem, a Moody’s divulgou uma análise alertando que moedas como Libra podem diminuir poder dos bancos centrais.

O Facebook anunciou a 18 de junho o lançamento da Libra e a criação de uma subsidiária, Calibra, em 2020 para oferecer uma carteira digital para a sua moeda digital, que estará disponível no Facebook Messenger, no WhatsApp, e também como uma aplicação que se pode descarregar.

A tecnológica vai lançar a moeda junto com outras 27 membros fundadores incluindo Visa, Mastercard, Vodafone, Paypal, eBay, Spotify, Uber, Lyft, Booking Holdings. Vai ser criada a Associação Libra, com sede em Genebra, Suíça para gerir a moeda.

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