Banco de Portugal

Taxas de juro de novos empréstimos renovam mínimos

Os volumes de novas operações para habitação atingiram os valores mais elevados desde 2011. No consumo atingiu-se o valor mais elevado desde 2008.

As taxas de juro de novos empréstimos concedidos a particulares voltaram a renovar mínimos históricos em junho mas o volume concedido para novas operações de crédito à habitação atingiu máximos de 2011, segundo dados do Banco de Portugal.

As taxas de juro médias para as finalidades de habitação e de consumo foram de 1,94% e de 7,45%, respetivamente, renovando os correspondentes mínimos históricos, segundo a informação divulgada. O valor da taxa de juro média do crédito para outros fins foi de 4,27%, acrescenta o Banco de Portugal.

Assim, em junho, os volumes para novas operações foram de 587 milhões de euros e 326 milhões de euros, respetivamente.

Já no que diz respeito ao total do primeiro semestre os volumes de novas operações para habitação atingiram os valores mais elevados desde 2011. Já no consumo atingiu-se no primeiro semestre o valor mais elevado desde 2008.

A taxa de juro média dos novos depósitos até um ano a sociedades não financeiras fixou-se em 0,18% (0,25% em maio). No caso dos particulares, o valor médio da taxa de juro de novos depósitos até um ano foi de 0,40% (0,42% em maio).

Em junho, a taxa de juro média de novos empréstimos a sociedades não financeiras foi de 2,94%, 44 pontos base inferior à do mês anterior.

A diminuição é justificada com as operações de montante superior a 1 milhão de euros, cuja taxa
de juro média passou de 3,24% para 2,35% em junho.

Os empréstimos concedidos pelos bancos a sociedades não financeiras e a particulares, em junho, voltaram a apresentar taxas de variação anual negativas, que contrasta com a evolução das taxas na zona euro, onde se regista uma variação positiva nos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras e para particulares (habitação), segundo os dados divulgados pelo Banco de Portugal.

As taxas de variação anual situaram-se em -2,5% e -3,0% para sociedades não financeiras e particulares (habitação), respetivamente, depois de terem atingido -2,4% e -3% no mês anterior.

Na área do euro, a taxa de variação anual foi positiva, de 1,2% e 2,1% e, nos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras, atingiu mesmo o valor mais elevado do ano, enquanto nos empréstimos
à habitação decresceu ligeiramente, situando-se em 5,1 pontos percentuais.

Já os depósitos de particulares nos bancos aumentaram 1.309 milhões de euros em junho, totalizando 140,7 mil milhões de euros no final do mês, segundo o Banco de Portugal.

O aumento refletiu-se numa taxa de variação anual de 3,6% em junho, inferior aos 4,2% de maio. Na área do euro a taxa de variação anual dos depósitos de particulares foi de +10,4%. O diferencial aumentou de 5,7 pontos percentuais, em maio, para 6,8 pontos percentuais, em junho, conclui o Banco de Portugal.

 

 

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