cpi cgd ii

Teixeira dos Santos: Sócrates alertou que nomear Vara criaria “ruído mediático”

O antigo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos ouvido na II Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco. Assembleia da República, Lisboa, 19 de junho de 2019. MIGUEL A. LOPES/LUSA
O antigo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos ouvido na II Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco. Assembleia da República, Lisboa, 19 de junho de 2019. MIGUEL A. LOPES/LUSA

Sócrates "perguntou se tinha a certeza em relação ao nome de Armando Vara", disse Teixeira dos Santos

Fernando Teixeira dos Santos, antigo ministro das Finanças, afirmou esta quarta-feira que o então primeiro-ministro, José Sócrates, alertou que a nomeação de Armando Vara para a administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) iria gerar “ruído mediático”.

“(Sócrates) perguntou se tinha a certeza em relação ao nome de Armando Vara”, disse Teixeira dos Santos na segunda audição na comissão parlamentar de inquérito à gestão da CGD.

“A preocupação que manifestou era de que a nomeação do Dr. Armando Vara seria algo que, politicamente, ia gerar ruído mediático”, afirmou. “Fez um alerta, fez esse reparo”.

Vara integrou a administração da CGD liderada por Carlos Santos Ferreira que aprovou créditos que geraram perdas avultadas para o banco público. Aprovou, nomeadamente, empréstimos a acionistas do BCP, incluindo José Berardo, que se relevaram ser ruinosos para a CGD. Ambos saíram da CGD no início de 2008 para liderar a administração do BCP, o maior banco privado português, com o voto favorável do banco público, representado por Santos Ferreira na votação.

Teixeira dos Santos afirmou que o acionista Estado não deu à CGD nenhuma indicação sobre o seu sentido de voto em qualquer matéria.

A CGD acabou por precisar de uma injeção de capital de cerca de 5 mil milhões de euros.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
boris johnson brexit

Brexit: Um acordo que responde “às circunstâncias únicas da Irlanda”

Álvaro Santos Pereira, ex-ministro da Economia, na comissão de inquérito do Parlamento sobre as rendas excessivas da eletricidade, Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Álvaro Santos Pereira ataca “corporativismo” de notários, advogados e arquitetos

Álvaro Santos Pereira, ex-ministro da Economia, na comissão de inquérito do Parlamento sobre as rendas excessivas da eletricidade, Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Álvaro Santos Pereira ataca “corporativismo” de notários, advogados e arquitetos

Outros conteúdos GMG
Teixeira dos Santos: Sócrates alertou que nomear Vara criaria “ruído mediático”