Tem cartão de crédito “contactless”? Deco esclarece dúvidas

O consumidor pode sempre optar por uma versão de cartão que recorra à tecnologia antiga
O consumidor pode sempre optar por uma versão de cartão que recorra à tecnologia antiga

A Deco avisou de que a lei obriga as instituições bancárias a garantirem a segurança dos cartões e dos terminais, na sequência de contatos de consumidores com dúvidas sobre a segurança do cartão de crédito contactless.

Nos últimos tempos, alguns emissores introduziram a tecnologia contactless em alguns cartões de débito e crédito, o que permite ao cliente efetuar um pagamento num terminal adaptado sem digitar o código pessoal, apenas aproximando o cartão a escassos centímetros.

A Associação Portuguesa Para a Defesa do Consumidor (Deco) publicou um comunicado na quinta-feira na sua página da Internet a referir que muitos consumidores têm questionado sobre se o novo sistema oferece a segurança mínima, sem risco de débitos indevidos, e se podem manter os atuais cartões com código PIN ou assinatura.

As instituições defendem que esta tecnologia é mais cómoda e evita a entrega do cartão ao comerciante, “mas, devido à pouca divulgação, muitos consumidores consideram que há uma maior possibilidade de usos fraudulentos”, adianta a Deco.

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Se a distância for superior, é praticamente impossível fazer o pagamento, refere a Deco, explicando que cada transação não pode ultrapassar os 20 euros.

Além disso, é definido um valor máximo de transações sem código (por exemplo, 60 euros na CGD), independentemente do período decorrido entre as mesmas.

A Deco esclarece que, “nestas situações, tal como nas restantes, a lei obriga as instituições a garantirem a segurança dos cartões e dos terminais”.

“Qualquer situação que considere anómala deve ser comunicada de imediato ao emissor do cartão, pois, a partir desse momento, o consumidor deixa de ter responsabilidades sobre eventuais utilizações abusivas”, sublinha a associação.

A Deco adianta que, se o consumidor “não ficar convencido, pode sempre recusar o cartão novo e optar por uma versão que recorra à tecnologia antiga”.

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