Fundo de Resolução

Ter um Novo Banco sólido vai obrigar a mais cortes, diz Fundo de Resolução

Fotografia: REUTERS/Rafael Marchante
Fotografia: REUTERS/Rafael Marchante

Cecília Meireles confronta líder do FdR com fecho de 55 balcões e 400 despedimentos no Novo Banco. Responsável aponta que nada está fechado

Luís Máximo dos Santos, presidente do Fundo de Resolução, admitiu esta quinta-feira à noite que o Novo Banco vai passar por mais uma fase de reestruturação que levará a mais fechos de balcões e mais despedimentos na instituição. “Para tornar este banco sólido alguma reestruturação vai existir”, apontou aos deputados.

Foi desta forma que o líder do FdR começou por reagir depois de ser confrontado por Cecília Meireles, deputada do CDS, com um conjunto de informações sobre o eventual encerramento de mais 55 balcões e o despedimento de mais 400 trabalhadores no Novo Banco. Sobre estes números, Máximo dos Santos referiu que “o plano de negócios ainda não é definido”. Neste caso do Novo Banco, tal como na CGD, a expressão “plano de negócios” tem sido utilizada em substituição da expressão plano de reestruturação, que é o que está realmente em causa.

À primeira questão apresentada pela deputada do CDS, Máximo dos Santos começou por admitir que “num processo que tem como objetivo, tornar este banco um banco completamente sólido, capacitado, concorrencial, reforçado, alguma reestruturação vai ter que existir”. Mas lembrou logo de seguida: “Isso não parece que seja uma coisa extraordinária, já que é o que temos assistido na generalidade do setor financeiro. Não só nacional mas também internacionalmente”, referiu. A este propósito note-se que ainda ontem foi conhecido que também o BPI vai avançar com uma nova fase da sua reestruturação.

A resposta inicial, porém, não agradou a Cecília Meireles, que repetiu a questão, exigindo saber a validade das informações relativamente aos 55 encerramentos e 400 despedimentos. Aqui Máximo dos Santos admitiu que ainda não há como confirmar estes números pela simples razão que o plano do Lone Star e Bruxelas ainda não estar devidamente fechado.

“Os valores não estão fixados. O que há são planos de negócios que não são definitivos nem foram validados. Mesmo a esse nível ainda nada está estabelecido”, apontou. A deputada centrista optou pela ironia para rematar o tema: “É assim que o governo bate o pé a Bruxelas.”

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Angel Gurría, secretário-geral da OCDE. Fotografia: EPA/Andrzej Grygiel

OCDE pede mais proteção da contratação coletiva

Angel Gurría, secretário-geral da OCDE. Fotografia: EPA/Andrzej Grygiel

OCDE pede mais proteção da contratação coletiva

Angel Gurría, secretário-geral da OCDE. Fotografia: EPA/Andrzej Grygiel

OCDE pede mais proteção da contratação coletiva

Outros conteúdos GMG
Ter um Novo Banco sólido vai obrigar a mais cortes, diz Fundo de Resolução