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Teresa Leal Coelho: Versão final da auditoria à CGD “é diferente”

Teresa Leal Coelho, presidente da comissão parlamentar de Orçamento e Finanças
(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)
Teresa Leal Coelho, presidente da comissão parlamentar de Orçamento e Finanças (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

Auditoria preliminar à gestão na CGD entre 2000 e 2015 indicou perdas de 1,2 mil milhões de euros com créditos de risco.

A presidente da comissão parlamentar de Orçamento e Finanças disse hoje que o relatório sobre a CGD que está a ser divulgado nos meios de comunicação social “é preliminar” e que o documento final “é manifestamente diferente”.

Teresa Leal Coelho, que falava perante os deputados da comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA) afirmou que o relatório de auditoria à Caixa Geral de Depósitos (CGD) que está a ser divulgado na imprensa “é preliminar” e que o final foi “muito modificado”.

“É manifestamente diferente do relatório que foi divulgado”, afirmou a deputada, manifestando-se “muito preocupada” com a situação, considerando “lamentável como foi parar à praça pública”.

Teresa Leal Coelho disse que falou com o presidente da CGD, Paulo Macedo, e com o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, que lhe garantiram que o documento que está a ser divulgado não é o relatório final e que não tiveram acesso ao documento que está a ser noticiado.

A presidente da COFMA contou ainda que esta manhã falou com a Procuradora Geral da República (PGR), Lucília Gago, para que o relatório “verdadeiro” fosse libertado e entregue aos deputados da comissão “com a maior rapidez possível”.

“A própria Caixa não recebeu esta versão”, disse Teresa Leal Coelho, acrescentando que o relatório que está a ser divulgado tem data de dezembro de 2017 e o relatório final é de junho de 2018.

O relatório final “é distinto do que está a ser neste momento divulgado por várias razões”, reforçou a deputada que afirmou desconhecer ambos os documentos, acrescentando que “nenhum elemento da comissão teve acesso” aos mesmos.

“Em sede própria foi-nos sistematicamente negado o relatório e agora ele é divulgado e não na sua versão verdadeira”, lamentou Teresa Leal Coelho, considerando a situação “grave” e “disruptiva das instituições”.

Em causa está a auditoria da EY à Caixa relativa ao período 2000-2015 que foi revelada na CMTV por Joana Amaral Dias e depois noticiada em vários órgãos de comunicação social.

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