Novo Banco

“Tiros nos pés” e “campo pantanoso”, os avisos de Carlos Costa a Vítor Bento

Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. (JOÃO RELVAS/LUSA)
Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. (JOÃO RELVAS/LUSA)

O presidente do BES na altura da resolução tinha afirmado que o Banco de Portugal precisava de mais dinheiro quando foi criado.

O governador do Banco de Portugal atacou os comentários do presidente do BES na altura da resolução, em agosto de 2014. Vítor Bento tinha considerado em março, numa entrevista à RTP, que a avaliação inicial do Novo Banco aquando da resolução do BES foi mal feita e que houve uma sobrevalorização dos ativos.

Confrontado com estas declarações esta terça-feira numa audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, Carlos Costa avisou Vítor Bento: “Não fui eu que assinei as contas de 27 de julho de 2014 e não foi isso que disseram os auditores que auditaram as contas.”

O governador do Banco de Portugal deixou um aviso: “As pessoas têm de ter cuidado com o que dizem sob pena de darem um tiro nos pés”. Acrescentou que “se alguém que assinou umas contas e diz que as contas não eram o que eram está naturalmente a cair num campo muito pantanoso”.

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