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Tomás Correia deixa hoje administração da Mutualista Montepio

Tomás Correia, (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens
Tomás Correia, (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Após o Conselho Geral de 24 de outubro, Tomás Correia anunciou que a sua saída ocorreria hoje, 15 de dezembro, após a festa de Natal da Mutualista.

António Tomás Correia, administrador da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) desde 2004, abandona este domingo o cargo de presidente, que ocupa desde 2008, para dar lugar a Virgílio Lima.

Após o Conselho Geral de 24 de outubro, Tomás Correia anunciou que a sua saída ocorreria hoje, 15 de dezembro, após a festa de Natal da Mutualista, que decorreu no sábado no Parque das Nações, em Lisboa.

Antes de entrar no Montepio, em 2004, Tomás Correia foi administrador da Caixa Geral de Depósitos desde 1996, destacando-se na área internacional do banco.

Entrou no Montepio em 2004 pelas mãos do presidente José da Silva Lopes e assumiu a presidência da mutualista quatro anos depois, na sequência da reforma do presidente.

Desde então manteve-se à frente da mutualista, tendo estado envolvido na separação estatutária entre a Associação Mutualista e a Caixa Económica Montepio Geral, hoje conhecida como Banco Montepio, que gere o negócio bancário.

Acumulou os cargos de presidente da Mutualista e da Caixa Económica até 2015, quando José Félix Morgado assumiu a presidência do ramo bancário do Montepio Geral, ficando Tomás Correia aos comandos da mutualista.

Tomás Correia foi multado pelo Banco de Portugal (BdP) em 1,25 milhões de euros, juntamente com o próprio Montepio e outros membros da administração da Caixa Económica, decisão entretanto anulada pelo Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão, e de que o BdP recorreu.

Devido a essa multa, ao longo de 2019, e com a passagem da supervisão da Mutualista para a Autoridade de Supervisão dos Seguros e Fundos de Pensões (ASF), a polémica à volta da sua idoneidade para presidir à associação adensou-se, acabando por culminar no pedido de escusa da presidência, anunciado no referido Conselho Geral de 24 de outubro.

“Eu não sou condicionável por coisa nenhuma. Os senhores podem escrever, dizer, falar o que quiserem. Eu nunca fui condicionável na minha vida. Eu sou autónomo desde os meus 10 anos de idade, vivo com a minha própria capacidade e com o meu próprio discernimento”, afirmou Tomás Correia na semana anterior ao anúncio da sua saída, quando notícias davam conta de que a ASF se preparava para chumbar o seu nome para a presidência da instituição.

O jurista Tomás Correia será substituído pelo gestor Virgílio Lima, atual membro do Conselho Geral da AMMG e presidente da N Seguros, do grupo Montepio, desde 2010.

Virgílio Manuel Boavista Lima licenciou-se em Organização e Gestão de Empresas pelo Instituto Superior de Economia, em 1985, e ao longo da sua carreira foi acumulando cargos dentro do grupo Montepio.

Para além da presidência da N Seguros, é administrador da seguradora Lusitania desde 2008, e, tendo sido também administrador da MG Fundos – Sociedade Gestora de Fundos, e da MG Patrimónios – Sociedade Gestora de Patrimónios.

O novo presidente da Associação Mutualista Montepio foi ainda dirigente da SILVIP (Sociedade Gestora de Fundos e Investimentos Prediais), da Portugal Capital Venture Initiative e da Caixa Económica de Cabo Verde.

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