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Tomás Correia: OPA é “fundamental” para criar grupo financeiro social

Tomás Correia, presidente da Associação Mutualista do Montepio.
( Gustavo Bom / Global Imagens )
Tomás Correia, presidente da Associação Mutualista do Montepio. ( Gustavo Bom / Global Imagens )

"É um importante passo para dar corpo à estratégia de tornar a CEMG na Instituição Financeira da Economia Social", diz líder da Mutualista

O presidente da Associação Mutualista, António Tomás Correia, vê a oferta pública de aquisição agora anunciada sobre o capital da Caixa Económica Montepio Geral como “uma medida fundamental” para a construção de uma “instituição financeira da economia social”, projeto que está a ser debatido com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

A Associação Mutualista, dona da maioria do banco Caixa Económica Montepio, anunciou ao final da tarde o lançamento de uma OPA sobre as unidades de participação representativas do capital do banco Montepio que ainda não detém, podendo investir até 106 milhões de euros na compra dos 26,5% visados.

Em comunicado, António Tomás Correia apontou que a OPA faz parte do processo de transformação do Montepio em sociedade anónima, cujo objetivo último será o de que “o capital social da CEMG venha a ser detido, na maior extensão possível, por entidades da economia social”. Daí a vontade de concentrar os títulos nas mãos da Mutualista, até para retirar o banco da bolsa. Posteriormente este capital será então ‘redistribuído’ por outros interessados no projeto, oriundos do campo social.

“É um importante passo para dar corpo à estratégia de tornar a CEMG na Instituição Financeira da Economia Social, podendo assim contribuir ativamente para o desenvolvimento do nosso país”, conclui Tomás Correia.

O anúncio da OPA surgiu quatro dias após o anúncio da assinatura de um memorando de entendimento entre a Mutualista e a Santa Casa para a entrada desta ultima no capital do banco, além de outras entidades da economia social.

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