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Total de ativos em Portugal sobe para 92,5 mil milhões no quarto trimestre

Fotografia: José Pedro Monteiro
Fotografia: José Pedro Monteiro

O valor total dos ativos sob gestão individual e coletiva em Portugal subiu para 92.487,5 milhões de euros

O valor total dos ativos sob gestão individual e coletiva em Portugal subiu para 92.487,5 milhões de euros no quarto trimestre do ano passado, mais 1.703,4 milhões do que no período homólogo de 2016, foi hoje divulgado.

De acordo com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o valor registado entre outubro e dezembro de 2017 também é superior em 303,3 milhões ao verificado no trimestre anterior.

A CMVM indica, em comunicado, que o montante referente à gestão individual de ativos “aumentou 0,4% face a setembro, para 63.463,4 milhões de euros, e subiu 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado”.

Nestes ativos encontravam-se, essencialmente, os valores mobiliários cotados e as unidades de participação, representando 86,7% das aplicações, refere.

“O segmento de ações nacionais cresceu 2,6% face ao trimestre anterior e caiu 3,2% em relação ao quarto trimestre de 2016, para um total de 1.046 milhões de euros”, informa a CMVM, referindo que “as ações em carteira emitidas por entidades não residentes ascendiam a 2.304,6 milhões de euros no final de dezembro, valor praticamente inalterado face a setembro e inferior em 3,6% ao do período homólogo”.

Por seu lado, as aplicações em dívida pública nacional desceram 1% em relação ao final de setembro, para 18.555,9 milhões de euros, enquanto os montantes aplicados em dívida pública estrangeira subiram 16,7% face ao trimestre anterior e 37,5% em relação ao período homólogo, de acordo com a mesma informação.

No último trimestre de 2017, as aplicações em obrigações emitidas por entidades nacionais valiam 1.461,2 milhões de euros, enquanto as emitidas por entidades não residentes equivaliam a 11.949,6 milhões de euros.

O principal destino destes investimentos foi Portugal (33,2% do total), seguido de Itália e da Alemanha.

Quanto às entidades com mais ativos sob gestão, a CMVM destaca a Caixagest, que no final do ano passado tinha uma quota de 34,4%, correspondente a 21.814,4 milhões de euros, bem como a F&C Portugal (23,2%) com 14.728,7 milhões de euros, e a BPI Gestão de Activos (11,1%) com 7.039,2 milhões de euros.

Na gestão coletiva de carteiras, o montante total gerido pelos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários e por fundos de investimento — alternativo, imobiliário, património imobiliário e da titularização de créditos — ascendeu a 29.024 milhões de euros no quarto trimestre.

Este valor representa um acréscimo de 0,2% face ao trimestre anterior e de 2,7% relativamente ao período homólogo.

No que toca aos principais destinos de investimento em valores mobiliários no exterior, a CMVM aponta o Luxemburgo (que captou 17,6% do total aplicado), a Alemanha (14,4%) e o Reino Unido (13,9%).

“Portugal captou 10,9%, tendo 43,5% do valor das aplicações sido efetuado em dívida pública, 28,3% em ações e 26,5% em dívida privada”, precisa aquela entidade.

Cerca de um terço (32%) destes ativos eram geridos, no último trimestre de 2017, pela Caixagest, enquanto os restantes estavam sob responsabilidade da BPI Gestão de Activos (25,2%) e da IM Gestão de Activos (18,3%).

Já o montante total dos investimentos coletivos em valores mobiliários comercializados por entidades registadas na CMVM atingiu 4.109,1 milhões de euros no quarto trimestre, mais 10,7% do que nos três meses anteriores e mais 38,2% do que no período homólogo.

Nesta data, o Deutsche Bank tinha a quota de mercado mais elevada (32,2%), seguido do Bankinter (16,6%) e do Banco Best (15,9%), adianta a CMVM.

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