Santander Totta

Totta vai poder usar os 250 milhões em impostos diferidos do ex-Banif

António Vieira Monteiro, Santander Totta
António Vieira Monteiro, Santander Totta

O banco liderado por Vieira Monteiro vai utilizar os ativos provenientes de impostos diferidos para abater em lucros tributáveis futuros.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, deu ‘luz verde’ ao pedido do Santander Totta feito em dezembro de 2015, aquando da resolução do Banif, para ter direito aos 250 milhões de euros em ativos e passivos provenientes de impostos diferidos. Se o ministro não autorizasse, o Santander Totta teria direito ao mesmo valor em numerário ou em obrigações do Tesouro, condição descrita na compra do Banif durante o mesmo ano.

Segundo o Negócios desta segunda-feira, o Santander ainda não decidiu como vai aplicar este valor, mas há grande probabilidade de diminuir o valor dos impostos a pagar no futuro.

Em dezembro de 2015 o Santander Totta avançou com um requerimento a Mário Centeno para utilizar o valor gerado pelos impostos diferidos “para compensar lucros tributáveis futuros do Banco Santander Totta”. O valor inicial era de 179 milhões de euros, e foi posteriormente atualizado para 273 milhões pelo Banco de Portugal, dos quais se destacam os 250 milhões de euros em prejuízos fiscais. O direito a este montante estava implícito na operação de resolução do Banif.

O Banif integra o Santander Totta desde 2015. O banco liderado por Vieira Monteiro adquiriu a grande maioria dos ativos e passivos do ex-Banif por 150 milhões de euros, numa operação que envolveu 3 mil milhões de euros públicos. Nesta operação estavam incluídos os tais ativos e passivos gerados por impostos diferidos.

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