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Ulrich. “BFA é uma história bonita e superiormente rentável”

Fernando Ulrich, CEO do BPI
Fernando Ulrich, CEO do BPI Fernando Ulrich, CEO do BPI

BPI divulgou hoje uma subida de mais de 32% nos lucros. Presidente do banco garante que "o BPI sem BFA está bem e recomenda-se".

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, lembrou esta tarde a importância do contributo do BFA, o banco que o BPI tem em Angola e onde deixou de ser acionista maioritário, vendendo 2% do capital à angolana Unitel, sua parceira, por imposição do Banco Central Europeu.

Fernando Ulrich, que divulgou hoje lucros de 313,2 milhões de euros em 2016, um crescimento de 32,5% face a 2015, mostrou-se “orgulhoso de ter participado no projeto” e de ter sido presidente do BFA. Ulrich já deixou as funções de liderança do banco angolano e deixará de ser administrador não executivo já em fevereiro.

“Além de ser uma história muito bonita é uma história superiormente rentável”, afirmou, dizendo que o desinvestimento do BPI em Angola não foi por causa do Caixabank “mas por causa do BCE”, afirmou, lembrando que ao longo do tempo foi dizendo o que achava sobre a imposição do BCE para reduzir a exposição a Angola.

Questionado sobre o tema, Ulrich frisou que “o BPI sem o BFA está bem e recomenda-se”. “Não estou preocupado com a evolução futura do BPI, à medida que a atividade económica recupera vai ajudando a atividade bancária e temos vindo a desenvolver uma série de esforços, desde o corte de custos à aposta no digital”.

O lucro líquido do BFA em 2016 foi 338 milhões de euros, o mais elevado de sempre, e a fatia atribuível ao BPI é de 162,7 milhões de euros, representando cerca de metade dos lucros do banco que está a ser alvo de uma OPA do acionista Caixabank.

“Não tenho dúvida que com um acionista como o Caixabank, mais comprometido ainda com o BPI, o BPI só pode melhorar”, acrescentou, embora não tivesse querido tecer grande comentários sobre a OPA.

Admitindo dificuldades no passado, Fernando Ulrich garantiu “não estou minimamente preocupado com o futuro do BPI. Com este acionista comprometido o banco só pode ficar mais forte”.

“Os nossos concorrentes que se cuidem”, brincou.

Já sobre se se mantém à frente do banco por mais um mandato, Ulrich não quis falar sobre o tema e remeteu mais informações para o final da OPA, a 8 de fevereiro, e para a assembleia-geral de acionistas eletiva, marcada para 26 de abril – na última reunião a proposta sobre acabar com o limite de idade foi chumbada e Ulrich, que já ultrapassa este limite, não quis antecipar o que se esperava da reunião.

“Eu já me considero propriedade do BPI e estou sempre ao serviço”, disse apenas.

Já sobre eventuais críticas do Caixabank à gestão expressas no prospecto da OPA Fernando Ulrich frisou que “não encontrei mas sou suspeito porque tenho muito orgulho no trabalho da equipa do BPI”.

“Estou habituado a que me digam as coisas na cara. Não vou agora dizer o me disseram ao longo do tempo, já me fizeram elogios e criticas mas o que posso dizer é que é bom ter acionistas exigentes”, garantiu.

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