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Ulrich e o banco mau: “Projeto não interessa ao BPI”

Fernando Ulrich, CEO do BPI. Fotografia:  Rui Oliveira/Global Imagens
Fernando Ulrich, CEO do BPI. Fotografia: Rui Oliveira/Global Imagens

Projeto só interessa ao banco português se houver benefícios para os bancos.

Mesmo admitindo que não conhece a proposta para a criação de uma sociedade gestora do crédito malparado em Portugal, o presidente executivo do BPI considera que o banco não tem interesse neste projeto sugerido durante o último fim de semana pelo primeiro-ministro, António Costa.

“Não conheço o projeto para o banco mau. Tenho dificuldade em pronunciar-me. Será um projeto que não interessa ao BPI. Isso é para ativos que não estão corretamente provisionados”, avaliou Fernando Ulrich.

Fernando Ulrich lembra papel de Elisa Ferreira nas negociações com BCE

A proposta do chefe de Governo só poderá interessar ao BPI, segundo Ulrich, “se for um projeto que conceda algum benefício aos bancos”. Neste caso, “também o BPI quererá beneficiar disso”, respondeu aos jornalistas.

“Se é para resolver problemas, o BPI não tem esses problemas. Esta questão tem de ser entendida com prudência”, rematou o banqueiro, que escusou-se a comentar a proposta do presidente da APB, Faria de Oliveira, para uma solução europeia do crédito malparado, e o modelo italiano, que foi definido no início desta semana, com a constituição de um fundo, o Atlante, avaliado em 5 mil milhões de euros.

Os comentários de Fernando Ulrich foram prestados esta quinta-feira à margem do debate sobre o estado da governação dos bancos, no âmbito da apresentação do livro “A Governação dos Bancos nos Sistemas Jurídicos Lusófonos”, elaborado pelo grupo de investigação Governance Lab da Fundação Calouste Gulbenkian.

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