BPI

Ulrich: “Não podia fazer parte da transição, não preenchia requisitos”

O presidente do Conselho de Administração, Artur Santos Silva (D), acompanhado pelo CEO, Fernando Ulrich. (FERNANDO VELUDO/LUSA)
O presidente do Conselho de Administração, Artur Santos Silva (D), acompanhado pelo CEO, Fernando Ulrich. (FERNANDO VELUDO/LUSA)

"Por mais genial que eu me considerasse, não podia ser protagonista da transição de tudo de bom que o CaixaBank tem para dar ao BPI"

Fernando Ulrich, CEO em final de mandato no BPI, considera normal que a entrada do banco num novo capítulo coincida com uma troca na liderança executiva da instituição. Ainda para mais na sequência de uma oferta pública de aquisição.

“O BPI deve ser liderado por alguém originário do grupo Caixabank, que a partir de hoje controla o BPI com 85% do capital. O BPI é parte do grupo agora”, começou por referir Ulrich sobre a sua saída. E se o CaixaBank quer trazer as suas melhores práticas para o BPI, então o melhor é que venha alguém de lá para tudo correr bem, defendeu.

“Havendo um grande acionista que investiu verbas consideráveis ao longo do tempo, e agora ainda mais, a liderança executiva, do meu ponto de vista, deve ficar a cargo de alguém originário do grupo CaixaBank, que conheça o grupo e que possa liderar a aportação de tudo aquilo que é positivo e que o CaixaBank pode trazer ao BPI”, disse Ulrich aos jornalistas.

“Por mais genial que eu me considerasse, não preenchia este requisito. Não podia ser protagonista da transição de tudo de bom que o CaixaBank tem para dar. Não podia”, reforçou o futuro ex-CEO do BPI. “Acredito fortemente que esta é a melhor solução para o banco e seus colaboradores, mas continuarei a trabalhar o mesmo número de horas para o BPI.”

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