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Venda do EuroBic ao Abanca permite continuar “crescimento e solidez”

O presidente do Abanca, Juan Carlos Escotet (centro), o CEO, Francisco Botas (esquerda), e o CFO, Alberto de Francisco Guisasola (direita) na apresentação dos resultados do banco de 2019 em Santiago de Compostela, Galiza, Espanha, 04 Fevereiro 2020.  EPA/LAVANDEIRA JR
O presidente do Abanca, Juan Carlos Escotet (centro), o CEO, Francisco Botas (esquerda), e o CFO, Alberto de Francisco Guisasola (direita) na apresentação dos resultados do banco de 2019 em Santiago de Compostela, Galiza, Espanha, 04 Fevereiro 2020. EPA/LAVANDEIRA JR

Em Portugal, o Abanca tem 70 agências, 500 colaboradores e mais de 80.000 clientes.

O EuroBic disse hoje em comunicado que a venda de 95% do seu capital ao grupo espanhol Abanca permite que continue o “caminho de crescimento e solidez” e que será uma “excelente operação” para os clientes.

“A concretização desta operação permitirá ao EuroBic continuar no seu caminho de crescimento e solidez”, lê-se no comunicado disponível no ‘site’ do banco na Internet.

O comunicado inclui ainda uma nota aos colaboradores e aos clientes, considerando que “a competência e dedicação que os colaboradores do EuroBic sempre revelaram, permitirão que esta seja, também, uma excelente operação para os clientes”.

O EuroBic recorda ainda as entidades que o Abanca comprou nos últimos anos para considerar que este as tem integrado “com sucesso”.

A informação é semelhante àquela que hoje de manhã divulgou o Abanca, de que acionistas detentores de 95% do capital do Eurobic acordaram vender ações ao Abanca, e que o negócio precisa das autorizações dos reguladores e já foi comunicado ao Banco de Portugal.

O EuroBic – cujo principal acionista é Isabel dos Santos, com 42,5% do capital – tinha, no final de dezembro, 1.482 trabalhadores, 184 agências e 266.670 clientes, segundo o comunicado.

O seu volume de negócios era de 11.700 milhões de euros, tendo em balanço 5.199 milhões de euros em crédito e 6.148 milhões de euros em depósitos.

O crédito vencido, segundo o banco, estava em final de dezembro em 151 milhões de euros (taxa de crédito vencido de 2,9%) e os ativos não produtivos em 334 milhões de euros (taxa de ativos não produtivos de 6,4%).

Já o Abanca, refere o mesmo comunicado, é a “sétima entidade espanhola por fundos próprios e a entidade financeira líder do setor no noroeste da Península Ibérica”, tendo 800 agências em 12 países da Europa e continente americano e mais de 6.000 trabalhadores.

O volume de negócios do Abanca é de 85.079 milhões de euros, tendo 36.792 milhões em créditos e 48.286 milhões em recursos de clientes.

O grupo Abanca fechou 2019 com lucros de 405 milhões de euros com uma rentabilidade (ROE) que alcançou os 10%.

Em Portugal, o Abanca tem 70 agências, 500 colaboradores e mais de 80.000 clientes.

O presidente do espanhol Abanca, Juan Carlos Escotet, congratulou-se hoje pelo “sentido estratégico” da compra do EuroBic, considerando que “reforça a aposta ibérica” da entidade financeira espanhola e “permite dar um salto importante em volume de negócios, porque possibilita a incorporação de mais de 11 mil milhões de euros” à faturação atual do grupo Abanca.

Em declarações aos jornalistas numa quinta que a família tem em Pontevedra, Galiza, Juan Carlos Escotet afirmou ainda que a compra significa que o grupo bancário alcança um volume de negócios total “de mais de 100 mil milhões de euros”, que considera ser o “mínimo de escala para assegurar rentabilidade e sustentabilidade”.

O banco espanhol comprou em 2018, em Portugal, a unidade de banca de retalho do Deutsche Bank (DB PCB) e, em Espanha, à Caixa Geral de Depósitos a sua filial, o Banco Caixa Geral.

Em 22 de janeiro último foi anunciado que a empresária Isabel dos Santos iria abandonar a estrutura acionista do EuroBic, uma medida para “salvaguardar a confiança na instituição”, referia o banco, após a divulgação de documentos de uma investigação jornalística, num caso designado de ‘Luanda Leaks’.

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