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Subida do rating e dos mercados pode atrair empresas para a bolsa

Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens
Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens

A Euronext tem uma expectativa positiva para 2018, e diz que existe uma janela de oportunidade para novas cotadas.

O crescimento económico do país, a melhoria do rating da dívida e a subida dos mercados em 2017 criaram uma janela de oportunidade para as empresas portuguesas entrarem em bolsa, que deve ser aproveitada, considera a Euronext. “Existem hoje oportunidades reais para as empresas nacionais entrarem e utilizarem melhor o mercado de capitais”, disse Filipa Franco, responsável pelas novas entradas em bolsa da Euronext Lisbon, ao Dinheiro Vivo.

“Temos uma expectativa positiva para este ano, e que é suportada pelo bom desempenho da bolsa nacional em 2017 e pelo contexto económico favorável”, adiantou. Lembrou que o índice PSI 20 teve um desempenho superior ao das principais praças europeias ao subir 15% em 2017. Também o volume transacionado na bolsa nacional aumentou 16%, “invertendo a tendência dos últimos dois anos, e as ações nacionais registaram um desempenho que quase duplicou o alcançado pelas maiores empresas europeias”. 

A melhoria do rating do país, depois de a Standard & Poor’s e a Fitch terem tirado Portugal do nível de ‘lixo’, é um dos fatores positivos para as cotadas, que passam a contar com menores custos de financiamento. “Estes fatores contribuem naturalmente para o crescimento das empresas nacionais e para a melhoria das suas perspetivas de desenvolvimento e traduzem-se igualmente na redução do seu custo de financiamento – aspetos essenciais para a sua valorização e para a atração de investidores”, sublinhou Filipa Franco.

Depois, a procura registada nas operações recentes na bolsa são um sinal positivo. “As operações realizadas em Portugal – aumento de capital do Millennium BCP, da REN e as três operações de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável demonstraram que existem investidores institucionais e particulares com interesse em investir na bolsa nacional”, disse.

Novas entradas

Uma das empresas com interesse em ser cotada é a Raize. “Os termos da transação ainda não estão definidos”, disse José Maria Rego, cofundador da empresa ao Dinheiro Vivo. “Estamos na fase inicial dos trabalhos”, adiantou, referindo que a empresa tem sido contactada por investidores interessados em entrar no seu capital.

Depois há outras tecnológicas que demonstraram querer ir para bolsa, como a Feedzai e a Impacting Group. E há seis tecnológicas no programa de formação da Euronext TechShare, que vai na terceira edição e conta com a participação da Coimbra Genomics, ComparaJá, Mindera, Omniflow, PETsys Electronics e outra empresa que prefere ficar anónima.

São quatro os parceiros do TechShare para ajudar a capacitar as techs portuguesas para uma entrada em bolsa: BPI, JLM & A, KPMG e Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados. A Euronext tem ainda o FamilyShare, dirigido a empresas familiares.

Outra iniciativa é a conferência anual Via Bolsa – Financiamento Através do Mercado de Capitais, que neste ano decorre no Museu do Dinheiro, em Lisboa, a 20 de fevereiro. A bolsa portuguesa nunca foi tão magra como agora, conta com apenas 49 emitentes.

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