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Bolsas europeias seguem Ásia e abrem em queda

Foto: REUTERS/Benoit Tessier
Foto: REUTERS/Benoit Tessier

As principais praças europeias arrancaram a sessão no vermelho, em linha com a evolução já registada na Ásia.

As bolsas europeias arrancaram a sessão desta terça-feira, 18 de dezembro, em queda acompanhando assim o sentimento já vivido na Ásia. Em Lisboa, cerca de 15 minutos após a abertura do mercado, o PSI-20 (principal índice) descia 0,67% para os 4,699,13 pontos. Entre os pesos-pesados do índice, o BCP desce 0,51% para os 23,6 cêntimos, a EDP perde 0,76% para 3,004 euros, a Galp recua 1,92% para os 13,80 euros – numa altura em que os preços do petróleo estão também em queda nos mercados internacionais – e a Jerónimo Martins cede 0,10% para 10,125 euros.

Em Paris, o CAC 40 desvaloriza 0,56%, em Londres, o Footsie 100 recua 0,46%, e o germânico DAX perde 0,48%. O Stoxx 600, que reúne as 600 maiores cotadas do Velho Continente, desce 0,51%.

Na Ásia, o comportamento foi também de perdas. Em Tóquio, de acordo com a Lusa, o Nikkei terminou a sessão a recuar 1,82% e o Topix perdeu 1,99%. Em Hong Kong, o Hang Seng desce perto de 1% e em Xangai, o principal índice desvaloriza igualmente na casa de 1%.e a perder 1,82% para os 21.115,45 pontos.

Este comportamento dos principais índices europeus e asiáticos tem lugar numa altura em que os investidores estão a afastar-se das ações de empresas, adoptando uma postura vendedora. Além disso, o discurso do presidente chinês não terá animado muito os investidores. De acordo com a agência Bloomberg, Xi Jinping não avançou com novos compromissos em relação a uma maior abertura ou estímulos para a economia chinesa, a segunda maior do mundo.

No discurso proferido em Pequim para marcar os 40 anos das reformas chinesas, o líder chinês não falou sobre novas iniciativas o que contrasta com as últimas notícias que indicavam movimentações para baixar as tarifas sobre os automóveis, aumentar as importações de soja e eventuais cortes nos impostos.

O mercado está também a aguardar pela decisão do banco central dos Estados Unidos – a Reserva Federal dos EUA (Fed) – sobre as taxas de juro. A decisão deverá ser conhecida amanhã, mas o presidente Donald Trump tem feito alguns comentários sobre o rumo que gostaria que a política monetária norte-americana seguisse. Ainda esta segunda-feira, Trump, no Twitter, defendeu seu “incrível” que a Fed esteja a ponderar subir os juros novamente. O mercado estará também atento para perceber se o banco central vai deixar algumas indicações sobre o rumo da política monetária em 2019.

Evan Lucas, do Investsmart Group, disse à Bloomberg, que “qualquer notícia está a ser assumida como má”.

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