Critpomoedas

Blockchain.O milagre da multiplicação em bolsa

Fotografia: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
Fotografia: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

Está de volta uma euforia no mercado semelhante à das dotcom. Mas desta vez são as empresas que se colam às criptomoedas a faturar.

Há uma nova fórmula para puxar pelos ganhos dos acionistas. A febre das moedas digitais chegou às bolsas e, nas últimas semanas, bastou a algumas empresas adotarem o termo blockchain no seu nome ou revelarem que iriam lançar critpomoedas próprias para darem valorizações expressivas às suas ações. Uma tendência a fazer lembrar a bolha das tecnológicas, em que bastava colocar o “.com” no nome da empresa para ver as ações multiplicarem os ganhos.

E se primeiro foram empresas relativamente desconhecidas a abraçarem o admirável mundo novo das criptomoedas, começam a chegar cotadas mais antigas a tentar explorar o blockchain (o protocolo que permite validar as transações feitas nas criptomoedas) para aumentarem os ganhos.

É o caso da Eastman Kodak, que mais duplicou de valor ao anunciar que iria lançar a sua própria moeda virtual, a KodakCoin, como parte de uma estratégia para utilizar a tecnologia blockchain de forma a permitir aos fotógrafos saberem onde os seus trabalhos estão a ser utilizados. Depois de ter entrado em bancarrota, penalizada por não ter apanhado o barco da revolução digital na fotografia, a empresa é das primeiras a tentar tirar partidos das criptomoedas.

E esta febre parece estar a chegar aos setores mais improváveis. Em dezembro, a Nova Lifestyle lançou uma subsidiária chamada I Design Blockchain Technology. Após o anúncio, as ações da empresa subiram 47%, segundo a imprensa americana. Outro exemplo foi a empresa de bebidas Long Island Ice Tea que passou a Long Blockchain. A empresa vai continuar a produzir chás gelados mas disse que iria focar-se no desenvolvimento de oportunidades no blockchain. As ações chegaram a disparar 290%. Também a Chanticleer Holdings, uma cadeia de restaurantes, lançou a sua própria moeda virtual, a Merit, que pode ser utilizada nas suas lojas. Após esse anúncio as ações subiram mais de 40%.

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