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Bolsa de Lisboa abre no vermelho em linha com a Europa

REUTERS/Henry Nicholls
REUTERS/Henry Nicholls

A bolsa de Lisboa segue a cair, entre uma Europa negativa, com a Mota Engil a perder 1,8%, a corrigir dos ganhos da sessão de sexta-feira.

O grupo Mota Engil foi escolhido pelo Governo angolano para construir, por mais de 25 milhões de euros, instalações de saúde afetas aos serviços da Presidência da República, segundo um despacho presidencial consultado na quinta-feira pela agência Lusa.

Pelas 09:00, a bolsa de Lisboa seguia com o principal índice, o PSI20, a cair 0,46% para 4.935,85 euros.

Dos 18 títulos que compõem o índice, 13 seguiam em baixa, dois inalterados e três em alta.

A liderar os ganhos seguia a Sonae Capital e a Corticeira Amorim, com subidas de 1,27% e 0,74% para 0,88 euros e 9,53 euros.

Nas perdas a Mota Engil e a Nos seguiam a comandar, com descidas de 1,81% e 0,83% para 1,73 euros e 5,54 euros, respetivamente.

A pressionar as negociações seguiam a Jerónimo Martins, a EDP e a Galp, com descidas de 0,56%, 0,49% e 0,41% para 10,63 euros, 3,07 euros e 14,59 euros, respetivamente.

O BCP seguia também em queda de 0,29% para 0,24 euros.

Lisboa seguia em linha com as congéneres europeias, que negociavam hoje em baixa, arrastadas pelo medo da evolução económica depois de se saber que o comércio externo da China desacelerou em 2018.

Além do crescimento da economia chinesa, os investidores estão preocupados com o encerramento do Governo dos Estados Unidos.

Hoje a semana arrancou com a publicação de um dado negativo da economia chinesa, já que o comércio externo do país cresceu 9,7% em 2018 face ao ano anterior, menos 4,5 pontos percentuais do que um ano antes, devido a fatores como a guerra comercial que o país asiático mantém com os Estados Unidos.

Em Espanha, os investidores estão pendentes da apresentação do projeto de lei do Orçamento de Estado de 2019 e na Europa o Eurostat divulga os dados da balança de pagamentos e da produção industrial da União Europeia.

Os mercados também vão estar atentos ao início da apresentação de resultados empresariais, que começa hoje nos Estados Unidos, e à votação, na terça-feira, no parlamento britânico do acordo sobre o ‘Brexit’.

Em Nova Iorque, Wall Street terminou na sexta-feira em baixa, com o Dow Jones a cair 0,02% para 23.995,95 pontos, depois de ter atingido em 03 de outubro 26.828,39 pontos, atual máximo desde que foi criado em 1896.

No mesmo sentido, o Nasdaq fechou a recuar 0,21% para 6.971,48 pontos, depois de ter avançado até aos 8.109,69 pontos em 29 de agosto, atual máximo de sempre.

A nível cambial, o euro abriu em baixa no mercado de divisas de Frankfurt, a cotar-se a 1,1474 dólares, contra 1,1477 dólares na sexta-feira.

O barril de petróleo Brent para entrega em março abriu hoje em baixa, a cotar-se a 59,72 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, menos 1,3% que na sessão anterior e depois de ter estado acima dos 85 dólares no início de outubro.

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