Bolsa de Lisboa em alta com Altri a subir mais de 1,7%

As ações dos CTT e da Jerónimo Martins eram outros dos que mais avançavam, a valorizavam-se 1,12% para 4,95 euros e 0,84% para 15,06 euros, respetivamente

A bolsa de Lisboa estava esta sexta-feira em alta, com 10 das 18 ações do PSI20 a subirem, lideradas pelas da Altri, que valorizavam-se 1,72% para 5,34 euros.

Cerca das 9:00 em Lisboa, o principal índice da bolsa, o PSI20, subia 0,15% para 5.115,51 pontos, com 10 'papéis' a subirem, quatro a descerem e quatro inalterados (Ibersol em 5,96 euros, REN em 2,34 euros, Semapa em 11,60 euros e Sonae, SGPS em 0,80 euros).

Além dos títulos da Altri, os dos CTT e da Jerónimo Martins eram outros dos que mais avançavam, já que valorizavam-se 1,12% para 4,95 euros e 0,84% para 15,06 euros.

As ações da Pharol, Navigator e Galp Energia também subiam, designadamente 0,79% para 0,10 euros, 0,68% para 2,94 euros e 0,53% para 9,49 euros.

As ações da Mota-Engil e EDP estavam a valorizar-se 0,42% para 1,42 euros e 0,33% para 4,60 euros.

Em sentido contrário, os títulos da Ramada Investimentos, Corticeira Amorim e BCP eram os que mais se desvalorizavam, já que caíam 1% para 5,96 euros, 0,55% para 10,92 euros e 0,29% para 0,14 euros.

Na Europa, as principais bolsas abriram hoje em alta, à espera do relatório oficial do emprego nos EUA em junho, que, segundo analistas, poderá apontar para uma "aceleração notável".

Analistas citados pela Efe referem que uma melhoria notável do emprego nos EUA em junho pode pressionar a Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) a restringir a política monetária, numa altura em que a inflação continua a acelerar fortemente.

Contudo, na quinta-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI), que reviu em alta as previsões de crescimento económico dos Estados Unidos para 7% este ano, não considerou "transitórias" as recentes subidas de preços.

A outra referência chave de hoje para os mercados é a reunião da OPEP+ (Organização de Países Exportadores de Petróleo e 10 aliados liderados pela Rússia) sobre um novo aumento da produção, tendo como pano de fundo a recuperação económica e a subida dos preços do 'ouro negro'.

Na quinta-feira, a reunião foi prolongada para hoje devido à falta de consenso entre o grupo dos 23 países.

Se o crescimento da procura tinha motivado os últimos aumentos da produção, agora é também o nível de preços que deve orientar a decisão do clube de produtores, cuja estratégia iniciada em abril de 2020 em resposta à pandemia de covid-19 permitiu travar a queda dos preços, com milhões de barris retirados do mercado.

Os 13 membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e os seus dez aliados, através do acordo OPEP+, decidiram na altura cortar a produção de petróleo para corrigir os preços que tinham mergulhado no abismo devido à quebra na procura.

Os investidores também continuam cautelosos com o aumento da variante Delta do novo coronavírus, que para a travar já provocou a imposição de novos confinamentos em alguns países.

Analistas citados pela Efe referem que os investidores vão manter-se atentos ao ritmo de vacinação e à expansão de novas variantes do novo coronavírus.

A bolsa de Nova Iorque terminou em alta na quinta-feira, com o Dow Jones a subir 0,38% para 34.633,53 pontos, contra o atual máximo de sempre desde que foi criado em 1896, de 34.777,76 pontos, registado em 07 de maio.

No mesmo sentido, o Nasdaq fechou a valorizar-se 0,13% para 14.522,38 pontos, contra o máximo de 14.528,34 pontos registado em 29 de junho.

A nível cambial, o euro abriu em baixa no mercado de câmbios de Frankfurt, a cotar-se a 1,1827 dólares, contra 1,1849 dólares na quinta-feira e o atual máximo desde maio de 2018, de 1,2300 dólares, em 05 de janeiro.

O barril de petróleo Brent para entrega em setembro abriu também em baixa no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar-se a 75,63 dólares, contra 75,84 dólares na quinta-feira, um máximo desde pelo menos o início de 2018.

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