Bolsa de Lisboa em baixa, com BCP a cair 0,96% e Pharol a subir mais de 3%

A bolsa de Lisboa estava hoje em baixa, a inverter a tendência da abertura, com o BCP a cair 0,96% para 0,13 euros e a Pharol a subir 3,23% para 0,12 euros.

Cerca das 09:05 em Lisboa, o principal índice da bolsa, o PSI20, baixava 0,14% para 5.155,36 pontos, com 10 'papéis' a descerem, cinco a subirem e três inalterados (Navigator em três euros, Novabase em 4,30 euros e Ramada Investimentos em 5,98 euros).

Além dos títulos do BCP, os da Altri e da EDP Renováveis eram outros dos que mais desciam, já que se desvalorizavam 0,71% para 5,61 euros e 0,56% para 19,57 euros.

As ações da Semapa e da REN também caíam, designadamente 0,52% para 11,58 euros e 0,42% para 2,35 euros.

Em sentido contrário, além dos da Pharol, os títulos da Jerónimo Martins, Mota-Engil e CTT eram os que mais se valorizavam, já que subiam 0,92% para 16,42 euros, 0,91% para 1,44 euros e 0,79% para 5,08 euros.

Na Europa, as principais bolsas abriram hoje em baixa, pendentes de uma bateria de indicadores macroeconómicos e com o petróleo em novos máximos, depois de a OPEP+ ter fracassado de novo as negociações para aumentar a produção a partir de agosto.

Hoje será divulgada uma bateria de indicadores, que incluem o índice de confiança do investimento na Alemanha e as vendas a retalho na zona euro na Europa e índices PMI finais de junho nos EUA.

Os mercados também vão estar pendentes hoje do preço do petróleo, depois de a OPEP+ (Organização de Países Exportadores de Petróleo e 10 aliados liderados pela Rússia) ter adiado indefinidamente um acordo sobre um aumento gradual da produção de petróleo a partir de agosto, depois de três tentativas falhadas por falta de consenso, na segunda-feira, na sexta-feira e na quinta-feira.

A decisão dos 23 países da OPEP+ tem como pano de fundo a recuperação económica e o 'sobreaquecimento' dos preços do 'ouro negro'.

Se o crescimento da procura tinha motivado os últimos aumentos da produção, agora é também o nível de preços que deve orientar a decisão do clube de produtores, cuja estratégia iniciada em abril de 2020 em resposta à pandemia de covid-19 permitiu travar a queda dos preços, com milhões de barris retirados do mercado.

Os 13 membros da OPEP e os seus dez aliados, através do acordo OPEP+, decidiram na altura cortar a produção de petróleo para corrigir os preços que tinham mergulhado no abismo devido à quebra na procura.

Os investidores também continuam cautelosos com o aumento da variante Delta do novo coronavírus.

Analistas citados pela Efe referem que os investidores vão manter-se atentos ao ritmo de vacinação e à expansão de novas variantes do novo coronavírus.

Uma melhoria notável do emprego nos EUA em junho, acima da esperada, fez com que Wall Street, que esteve fechada na segunda-feira devido ao feriado de 4 de julho, Dia da Independência, terminasse a sessão na sexta-feira em máximos.

A bolsa de Nova Iorque terminou em alta na sexta-feira, com o Dow Jones a subir 0,44% para 34.786,35 pontos, novo máximo de sempre desde que foi criado em 1896.

No mesmo sentido, o Nasdaq fechou a valorizar-se 0,81% para 14.639,33 pontos, também novo máximo.

A nível cambial, o euro abriu em alta no mercado de câmbios de Frankfurt, mas a cotar-se a 1,1883 dólares, contra 1,1868 dólares na segunda-feira e o atual máximo desde maio de 2018, de 1,2300 dólares, em 05 de janeiro.

O barril de petróleo Brent para entrega em setembro abriu também em alta no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar-se a 77,60 dólares, um máximo desde pelo menos o início de 2018, contra 77,16 dólares na segunda-feira.

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