Bolsa de Lisboa em baixa com BCP e Galp Energia a liderarem perdas

A bolsa de Lisboa estava hoje em baixa, mantendo a tendência da abertura, com o BCP e a Galp Energia a caírem 2,28%, para 0,13 euros, e 1,55% para 8,89 euros.

Cerca das 09:05 em Lisboa, o principal índice da bolsa, o PSI20, recuava 0,71% para 5.150,26 pontos, com 14 'papéis' a descerem, três a subirem e um inalterado (REN em 2,38 euros).

Além dos títulos do BCP e da Galp Energia, os da Jerónimo Martins e da Altri eram outros dos que mais avançavam, já que se desvalorizavam ambos 1,22% para 16,63 euros e 5,25 euros, respetivamente.

As ações da EDP e da Sonae também se desvalorizavam, designadamente 1,16% para 4,69 euros e 1,12% para 0,80 euros.

Em sentido contrário, os títulos da Ibersol eram os que mais se valorizavam, já que subiam 1,01% para 5,98 euros.

Na Europa, as principais bolsas abriram hoje em baixa, pendentes da apresentação dos resultados da revisão da estratégia da política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que pode incluir uma revisão do objetivo da inflação.

Além da apresentação da revisão da estratégia da política monetária do BCE, que poderá incluir uma revisão do objetivo da inflação, e será apresentada pela presidente Christine Lagarde, os investidores vão hoje estar atentos ao aumento de contágios de covid-19, que já levou Paris a desaconselhar os franceses a reservar férias em Espanha e Portugal e a estudar aplicar medidas restritivas às viagens.

Os investidores também continuam cautelosos com o aumento dos casos de infeção pela variante Delta do novo coronavírus, que já provocou a imposição de novos confinamentos em alguns países.

Analistas citados pela agência espanhola Efe referem que os investidores vão manter-se atentos ao ritmo de vacinação e à expansão de novas variantes do SARS-Cov-2.

Entretanto, nos EUA hoje serão conhecidos os dados do desemprego semanal, depois das atas da Reserva Federal dos EUA (Fed), publicadas na quarta-feira, terem demonstrado que existe divisão entre os seus membros em relação a este assunto.

Analistas citados pela Efe acreditam que a retirada de estímulos nos EUA vai chegar "antes do previsto".

A bolsa de Nova Iorque terminou em alta na quarta-feira, com o Dow Jones a subir 0,30% para 34.681,79 pontos, contra o atual máximo desde que foi criado em 1896, de 34.786,35 pontos, registado em 2 de julho.

No mesmo sentido, o Nasdaq fechou a valorizar-se 0,01% para um novo máximo de 14.665,06 pontos.

A nível cambial, o euro abriu em alta no mercado de câmbios de Frankfurt, mas a cotar-se a 1,1802 dólares, contra 1,1800 dólares na quarta-feira e o atual máximo desde maio de 2018, de 1,2300 dólares, em 05 de janeiro.

O barril de petróleo Brent para entrega em setembro abriu em baixa no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar-se a 73,21 dólares, contra 73,43 dólares na quarta-feira e o atual máximo desde pelo menos o início de 2018, de 77,16 dólares verificado em 5 de julho.

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