Bolsa de Lisboa em baixa com Mota-Engil a cair mais de 2%

As principais bolsas europeias estão em baixa, depois da Reserva Federal dos Estados Unidos ter assegurado que uma subida das taxas de juro de meio ponto percentual "está em cima da mesa".

A bolsa de Lisboa estava esta sexta-feira em baixa, a manter a tendência da abertura, com as ações da Mota-Engil a caírem 2,23% para 1,31 euros.

Cerca das 9:20 em Lisboa, o PSI recuava 0,56% para 6.021,73 pontos, com 12 'papéis' a descerem, dois a subirem e um a manter a cotação (NOS em 4,04 euros).

Às ações da Mota-Engil seguiam-se as dos CTT e da Jerónimo Martins, que recuavam 1,89% para 4,41 euros e 1,63% para 19,89 euros, depois das assembleias de acionistas das duas empresas terem aprovado o pagamento de dividendos.

Outras das que mais desciam eram as da Altri, Galp e Sonae, que recuavam 1,60% para 6,45 euros, 1,29% para 11,50 euros e 1,27% para 1,02 euros.

As ações da Semapa perdiam 0,75% para 13,20 euros.

Em sentido contrário, as ações da EDP Renováveis e da REN subiam 0,22% para 4,63 euros e 0,18% para 2,86 euros.

O PSI (Portugal Stock Index) é desde 21 de março o principal índice da Bolsa de Lisboa com uma primeira carteira composta por 15 das 19 empresas que integravam o antecessor PSI20.

Na Europa, as principais bolsas negociavam hoje em baixa, depois da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) ter assegurado que uma subida das taxas de juro de meio ponto percentual "está em cima da mesa".

Na reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), o discurso do presidente da Fed, Jerome Powell, "reforça a expectativa de subidas de taxas de juro de mais de meio ponto percentual nas próximas três reuniões", para terminar 2022 com as mesmas em 2,75%, afirmam analistas citados pela Efe.

Os analistas explicam que também se acelera a subida das taxas de juro no caso do Banco Central Europeu (BCE).

O vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, também vê como possível um aumento das taxas de juro na zona euro em julho.

Numa entrevista com a agência Bloomberg, publicada na quinta-feira, Guindos afirmou que "teoricamente tudo é possível" quando questionado se uma subida das taxas de juro pode acontecer em julho.

"Temos algum tempo no intervalo e dependemos dos dados económicos. A minha opinião é que o programa de aquisição de ativos deve terminar em julho e que para a primeira subida das taxas de juro devemos olhar para as nossas projeções, para os diferentes cenários e só depois decidir. De momento nada foi decidido", acrescentou o vice-presidente do BCE.

Se o BCE vai aumentar as taxas de juro em julho, disse Guindos, isso dependerá dos dados de junho.

A bolsa de Nova Iorque terminou em baixa na quinta-feira, com o Dow Jones a cair 1,05% para 34.792,76 pontos, contra o máximo desde que foi criado em 1896, de 36.799,65 pontos, registado em 04 de janeiro.

O Nasdaq fechou a desvalorizar-se 2,07% para 13.174,05 pontos, contra o atual máximo, de 16.057,44 pontos, verificado em 16 de novembro.

A nível cambial, o euro abriu em baixa no mercado de câmbios de Frankfurt, a cotar-se a 1,0819 dólares, contra 1,0844 dólares na quinta-feira.

O barril de petróleo Brent para entrega em junho abriu em baixa no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar-se a 107,51 dólares, contra 108,33 dólares na quinta-feira.

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