Bolsa de Lisboa sobe com Galp a ganhar 2,50% quando apresenta novo projeto industrial

A bolsa de Lisboa estava hoje em alta, a manter a tendência da abertura, com as ações da Galp Energia a subirem 2,47% para 8,39 euros.

Cerca das 09:05 em Lisboa, o principal índice da bolsa, o PSI20, avançava 0,34% para 5.506,75 pontos, com oito 'papéis' a subirem, sete a descerem e quatro a manterem a cotação (Ibsersol em 5,38 euros, Ramada Investimentos em 7,26 euros, REN em 2,56 euros e Semapa em 11,52 euros).

A Galp anuncia hoje um projeto industrial na cadeia de valor de baterias de lítio para veículos elétricos em Portugal, em parceria com a sueca Northvolt, que tem uma fábrica em construção na Suécia.

Em novembro, o presidente executivo da Galp, Andy Brown, disse à Lusa estar para breve o anúncio sobre a composição de um consórcio para a indústria do lítio, tendo já submetido o projeto no quadro do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), referindo que a parceria será "o mais viável e potente em termos de combinação de empresas para tornar isto uma realidade".

Segundo nota do Ministério Ambiente e da Ação Climática, a parceria será com a sueca Northvolt, que prevê chegar a 2030 com uma capacidade de produção anual de 150 GWh na Europa, com uma fábrica na Suécia e duas outras em estudo.

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, e o secretário de Estado da Energia, João Galamba, participam no evento.

Os títulos da Navigator e NOS eram outros dos que mais se valorizavam, estando a subir 1,41% para 3,30 euros e 0,64% para 3,47 euros.

As ações da Sonae, EDP e Corticeira Amorim subiam 0,47% para 0,97 euros, 0,42% para 4,76 euros e 0,36% para 11,14 euros.

Em sentido contrário, as ações da Novabase, Pharol e EDP Renováveis eram as que mais desciam, estando a desvalorizarem-se 1,94% para 5,06 euros, 0,84% para 0,08 euros e 0,64% para 21,64 euros.

Na Europa, as principais bolsas negociavam hoje em alta, pendentes da expansão da variante Ómicron e à espera das reuniões de política monetária de vários bancos centrais.

Os mercados europeus abriram hoje em alta, nesta semana em que os bancos centrais serão os protagonistas, a começar pela Reserva Federal dos EUA (Fed) na quarta-feira, à qual se seguirão na quinta-feira o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco de Inglaterra (BoE), e na sexta-feira o Banco do Japão.

Em relação às decisões da Fed, operadores referem que é de esperar uma aceleração da retirada de estímulos devido ao nível da inflação e os avanços para o objetivo de pleno emprego, se bem que em qualquer caso a política monetária continuará a ser amplamente expansionista.

Operadores dos mercados citados pela Efe referem que a inflação nos Estados Unidos em novembro duplicou a pressão sobre a Fed para tomar medidas de contenção, como acelerar a retirada do programa de compra de dívida na próxima reunião de 15 de dezembro.

Hoje, os investidores aguardam a divulgação de vários indicadores macroeconómicos, como as previsões para a economia alemã do instituto alemão ifo para 2022 e 2023 e a produção industrial da zona euro e dos EUA.

A descoberta da nova variante, em 26 de novembro, surgiu num momento em que os contágios com o novo coronavírus estão a aumentar significativamente em todo o mundo, particularmente na Europa.

A bolsa de Nova Iorque terminou em baixa na segunda-feira, com o Dow Jones a cair 0,89% para 35.650,95 pontos, contra o máximo desde que foi criado em 1896, de 36.432,22 pontos, registado em 08 de novembro.

O Nasdaq fechou a desvalorizar-se 1,39% para 15.413,28 pontos, contra o atual máximo, de 16.057,44 pontos verificado em 19 de novembro.

A nível cambial, o euro abriu em baixa no mercado de câmbios de Frankfurt, a cotar-se a 1,1271 dólares, contra 1,1293 dólares na segunda-feira e 1,1196 dólares em 24 de novembro, um mínimo desde julho de 2020, e o atual máximo desde maio de 2018, de 1,2300 dólares, em 05 de janeiro.

O barril de petróleo Brent para entrega em fevereiro abriu em alta no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar-se a 74,79 dólares, contra 74,39 dólares na segunda-feira e 85,65 dólares em 26 de outubro, um máximo desde outubro de 2018 (quando subiu até 86,43 dólares).

Antes do aparecimento da nova variante da covid-19, os especialistas não excluíam que o Brent pudesse atingir 90 dólares por barril antes do final do ano.

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