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Bolsas em queda no Natal

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, observa Jerome Powell, presidente da Fed, durante o discurso de nomeação, em novembro de 2017. REUTERS/Carlos Barria
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, observa Jerome Powell, presidente da Fed, durante o discurso de nomeação, em novembro de 2017. REUTERS/Carlos Barria

No dia 24 foi o índice S&P 500 que caiu 2,7%, o que transformou esta segunda-feira na pior véspera de Natal para a bolsa de Nova Iorque de sempre. Os investidores reagiram de forma negativa aos comentários do secretário de Estado do Tesouro, Steven Mnuchin, sobre a liquidez de Wall Street. As perdas mensais do S&P já rondam os 20%.

Esta terça-feira, foi a bolsa de Tóquio a colapsar: No dia de Natal, o Nikkei fechou com uma queda superior a 5%, a maior em dois anos. E a bolsa de Xangai, outro dos poucos mercados que abriu no dia 25, fechou também no vermelho, com uma queda de 0,88%. Valores que afastam por completo o cenário de alguma recuperação no fim do ano.

Desde março de 2009 que a bolsa americana não registava uma queda superior a 20%, pelo que os analistas consideram que se confirma o fim de um ciclo. Quanto a causas, as opiniões divergem. A incerteza criada com a guerra comercial lançada por Donald Trump é um dos motivos apontados, mas a insistência de Trump no muro para a fronteira com o México também tem os seus efeitos.

Com a novca composição do congresso americano, os democratas conseguiram levar a administração americana a uma nova situação de “shutdown”: Trump pretende a aprovação para um gasto de cerca de 5 mil milhões de dólares para financiar a construção do muro que defendeu na campanha eleitoral.

A guerra comercial que o presidente dos EUA abriu com a China lançou também temores sobre uma contração do comércio mundial. O nível de endividamento dos EUA, que já ultrapassou os 22 bilhões de dólares, é outro fator a desestabilizar os mercados e as pressões que Trump tem feito sobre a Reserva Federal Americana, depois desta ter decidido subir as taxas de juro no país, não têm ajudado.

Trump entende que o aumento do preço do dinheiro está a ser rápido demais e que isso prejudica a economia americana, pelo que já pediu a Jerome Powell para as subidas das taxas de juro sejam mais lentas. Powell, o presidente da Fed, já avisou que em 2019 haverá novas subidas das taxas de juro.

A imprensa americana avança que Donald Trump pretende mesmo demitir Jerome Powell, o que seria um gesto sem precedentes nos Estados Unidos e pode deixar em causa a independência do banco central dos EUA. Na segunda-feira, Trump voltou a recorrer ao Tweeter para afirmar que o único problema da economia americana era mesmo a Fed.

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