bolsas

Bolsas europeias com fortes ganhos. Lisboa disparou quase 8%

A woman wearing a mask walks past a stocks board displaying the Hang Sang Index closing price in Hong Kong on January 30, 2020. - Hong Kong shares closed sharply lower in a second day of steep losses, with markets concerned over the spread of a new SARS-like virus which has killed 170 people in China. The benchmark Hang Seng Index fell 2.6 percent. (Photo by DALE DE LA REY / AFP)
A woman wearing a mask walks past a stocks board displaying the Hang Sang Index closing price in Hong Kong on January 30, 2020. - Hong Kong shares closed sharply lower in a second day of steep losses, with markets concerned over the spread of a new SARS-like virus which has killed 170 people in China. The benchmark Hang Seng Index fell 2.6 percent. (Photo by DALE DE LA REY / AFP)

O principal índice da bolsa de Lisboa terminou a sessão a subir 7,82%, em linha com as principais congéneres europeias.

A possibilidade de serem implementados mais estímulos na economia norte-americana e o fim do período de quarentena na província de Hubei, na China, animou os investidores e levou as bolsas europeias a fortes ganhos. Em Lisboa, o PSI-20 terminou a sessão a disparar 7,82% para os 3.881,64 pontos, com todas as cotadas em alta. De acordo com o Jornal de Negócios, esta foi a maior subida do principal índice nacional em quase dez anos.

Entre os pesos-pesados do índice nacional, destaque para as ações do BCP (que somaram 6,96% para 10,76 cêntimos), da EDP (que dispararam 9,95% para 3,448 euros) e da Galp Energia (que valorizaram 13,18% para 9,394 euros).

No resto da Europa, o sentimento foi igualmente de subidas expressivos. Em Madrid, o IBEX35 avançou igualmente 7,82%; em Paris, o CAC40 subiu 8,39%; em Frankfurt, o DAX ganhou 10,98% e em Londres, o Footsie 100 valorizou 9,05%.

As autoridades chinesas anunciaram que, a partir desta quarta-feira, o bloqueio à província de Hubei, que durou mais de dois meses, ia ser levantado. A exceção é para a cidade de Wuhan, onde se registaram os primeiros casos do novo coronavírus.

Pequim ao determinar o fim das restrições naquela província dá sinais de que as medidas adotadas surtiram o efeito desejado: o controlo da pandemia. E deu animo aos mercados bolsistas. Mas este não foi a única notícia a suportar o comportamento dos índices. Do outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos, o Congresso norte-americano está a avaliar a possibilidade de implementar legislação que vai permitir aumentar a despesa para ajudar a impulsionar a economia americana, a maior do mundo. Isto depois de já ontem a Reserva Federal dos Estados Unidos (o banco central) ter anunciado um conjunto de medidas para permitir às empresas liquidez para sobreviverem “às sérias dificuldades” económicas causadas pela pandemia da covid-19.

O banco central prometeu que fará tudo para ajudar os mercados a continuarem a funcionar e lançou um novo programa de 300 mil milhões de dólares (mais de 278 mil milhões de euros) para ajudas destinadas a “apoiar o fluxo de crédito para empregadores, consumidores e empresas”.

Wall Street também arrancou a sessão desta terça-feira no verde, tendo o índice Dow Jones já subido 9,9% pela primeira vez desde 2008, de acordo com a Bloomberg. “As ações americanas estão a responder à possibilidade da [implementação] deste colossal pacote de estímulos orçamentais e a alguma certeza em torno da situação política”, disse à Bloomberg, Stephen Dover, responsável pela área de ações da Franklin Templeton.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
O primeiro-ministro, António Costa, Pedro Siza Vieira, ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, e Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.  MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Salários, crédito, moratórias e rendas. O que vai ajudar famílias e empresas

EPA/Enric Fontcuberta

Mais de 100 mil recibos verdes candidataram-se ao apoio à redução da atividade

A ministra da Saúde, Marta Temido.. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

295 mortos e 11 278 casos confirmados de covid-19 em Portugal

Bolsas europeias com fortes ganhos. Lisboa disparou quase 8%