Bolsas europeias em alta à espera da comparência do presidente da Fed no Senado

As principais bolsas europeias negociavam hoje em alta, pendentes da comparência do presidente da Reserva Federal dos EUA (Fed), Jerome Powell, no Senado.

Cerca das 09:15 em Lisboa, o EuroStoxx 600 avançava 0,69% para 482,36 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt subiam 0,28%, 1,11% e 0,89%, bem como as de Madrid e Milão, que se valorizavam 0,54% e 0,57%, respetivamente.

Depois de abrir em alta, a Bolsa de Lisboa mantinha a tendência, estando cerca das 09:15 o principal índice, o PSI20, a subir 0,84% para 5.614,07 pontos.

A comparência de Jerome Powell no Senado dos EUA surge depois do presidente norte-americano, Joe Biden, o ter proposto para um segundo mandato à frente do banco central e de, na semana passada, as atas da última reunião da Fed informarem que a entidade poderia subir até quatro vezes as taxas de juro este ano (contra as três previstas).

A preocupação com a política monetária nos EUA já provocou uma subida generalizada dos juros das dívidas soberanas.

Além do possível endurecimento da política monetária nos EUA, os investidores estão pendentes da publicação, na quarta-feira, da taxa de inflação dos EUA em dezembro.

A Bolsa de Nova Iorque terminou mista na segunda-feira, com o Dow Jones a descer 0,45% para 36.068,87 pontos, contra o máximo desde que foi criado em 1896, de 36.799,65 pontos, registado em 04 de janeiro.

O Nasdaq fechou a valorizar-se 0,05% para 14.942,83 pontos, contra o atual máximo, de 16.057,44 pontos, verificado em 16 de novembro.

A nível cambial, o euro abriu em alta no mercado de câmbios de Frankfurt, a cotar-se a 1,1346 dólares, contra 1,1329 dólares na segunda-feira e 1,1196 dólares em 24 de novembro, um mínimo desde julho de 2020, e o atual máximo desde maio de 2018, de 1,2300 dólares, em 05 de janeiro de 2021.

O barril de petróleo Brent para entrega em março abriu em alta no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar-se a 81,63 dólares, contra 80,67 dólares na segunda-feira e 85,46 dólares em 26 de novembro, um máximo desde outubro de 2018.

Antes do aparecimento da variante Ómicron da covid-19, os especialistas não excluíam que o Brent pudesse atingir 90 dólares por barril antes do final de 2021.

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