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Bolsas europeias em baixa ligeira, pendentes do preço do petróleo

bolsa lisboa
Fotografia: Rungroj Yongrit/EPA

As principais bolsas europeias estavam hoje em baixa ligeira, pendentes do preço do petróleo e do relatório oficial do emprego dos Estados Unidos, que deverá confirmar o forte aumento do desemprego no país.

Cerca das 08:50 em Lisboa, o EuroStoxx 600 descia 0,44% para 310,71 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt desciam 0,95%, 0,49% e 0,33%, respetivamente, bem como as de Madrid e Milão, que recuavam 0,45% e 1,42%.

Depois de ter aberto em baixa, a bolsa de Lisboa mantinha a tendência e, cerca das 08:50, o principal índice, o PSI20, descia 0,45% para 3.975,56 pontos.

Além do relatório do emprego dos Estados Unidos, hoje também serão publicados os índices PMI (Purchasing Managers’ Index) da Markit dos serviços na zona euro.

Os mercados europeus estavam hoje com tendência negativa numa sessão em que o preço do petróleo Brent – de referência na Europa – trava a forte subida registada na véspera, quase 20%. Apesar de ter iniciado a sessão com uma perda de quase 5%, pouco depois o barril de Brent deu a volta e subia 0,30% para cerca de 30 dólares.

Hoje soube-se que a Arábia Saudita, depois da intervenção do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu uma reunião de urgência da OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo) e os 10 aliados para alcançar um acordo sobre o corte da produção.

Entretanto, os casos confirmados de covid-19 em todo o mundo continuam a aumentar, continuando também os governos a tomar medidas para combater a propagação da doença e as suas consequências económicas.

O Banco Mundial anunciou um pacote financeiro de emergência de 1.900 milhões de dólares para ajudar os Estados membros a enfrentarem os efeitos da pandemia.

O maior banco dos Estados Unidos, JPMorgan Chase, advertiu de que, segundo as mais recentes estimativas sobre a pandemia, o mundo está a entrar numa “recessão global” que será mais curta e aguda que a crise financeira de 2008.

Os mercados terminaram na terça-feira com fortes perdas, incluindo Wall Street nos Estados unidos, onde hoje se aguarda a divulgação dos dados de pedidos de subsídios de desemprego recebidos na semana passada.

Analistas citados pela Efe estimam que o número ultrapasse 3,2 milhões de pedidos registado na semana anterior, refletindo um forte acréscimo do desemprego devido à paralisação da atividade provocada pela covid-19.

Os Estados Unidos são o país mais atingido pela pandemia, com mais de 200.000 contagiados e quase 5.000 mortos.

A agência S&P prevê que os Estados Unidos enfrentem uma recessão pior que a de 2008 devido à pandemia da covid-19.

Na Europa, a Comissão Europeia vai apresentar uma iniciativa para pôr em marcha um sistema de ajudas públicas europeu que mantenha o emprego nos países mais atingidos pela covid-19, como Espanha ou Itália, onde a paralisação da economia devido à pandemia provocará um aumento do desemprego.

À espera dos termos das ajudas, os investidores encontram na sessão de hoje um aspeto positivo que é a significativa subida do preço do petróleo Brent, que avançava 12,5% para 27,55 dólares, sustentada por um possível acordo entre a Arábia Saudita e a Rússia para reduzir a produção de petróleo.

Na quinta-feira, a bolsa de Nova Iorque terminou com o Dow Jones a subir 2,24% para 21.413,44 pontos, contra 29.551,42 pontos em 12 de fevereiro, atual máximo desde que foi criado em 1896.

No mesmo sentido, o Nasdaq fechou a avançar 1,72% para 7.487,31 pontos, contra o atual máximo de 9.817,18 pontos em 19 de fevereiro.

A nível cambial, o euro abriu hoje em baixa no mercado de câmbios de Frankfurt, a cotar-se a 1,0812 dólares, contra 1,0842 dólares.

O barril de petróleo Brent para entrega em junho abriu hoje em baixa, mas a cotar-se a 29,93 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, contra 29,94 dólares na quinta-feira.

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