Bolsas europeias em baixa, pendentes da subida do petróleo e dos juros das dívidas soberanas

A conjuntura económica está a provocar o ressurgimento dos receios de uma inflação persistente.

As principais bolsas europeias estavam esta segunda-feira em baixa, pendentes mais um dia da subida do preço do petróleo e dos juros das dívidas soberanas que estão a provocar o ressurgimento dos receios de uma inflação persistente.

Cerca das 8:55 em Lisboa, o EuroStoxx 600 baixava 0,30% para 455,97 pontos. As bolsas de Paris e Frankfurt recuavam 0,24% e 0,42%, bem como as de Madrid e Milão, que se desvalorizavam 0,25% e 0,31%, respetivamente. Londres era a exceção, já que subia 0,13%.

Depois de abrir em alta, a bolsa de Lisboa mantinha a tendência, estando cerca das 8:55, o principal índice, o PSI20, a avançar 0,70% para 5.553,63 pontos.

Os mercados europeus estavam hoje a seguir a tendência de Wall Street na sexta-feira, depois da publicação do relatório oficial do emprego nos EUA de setembro, que foi pior que o esperado pelo mercado.

Analistas citados pela Efe explicam que o emprego nos EUA voltou a ser muito mais fraco que o esperado e que se terá que ver "se este dado é suficientemente decente" para a Reserva Federal dos EUA anunciar uma retirada dos estímulos na próxima reunião de 3 de novembro.

Entretanto, as tensões inflacionistas e o medo de uma diminuição dos estímulos dos bancos centrais transferiram-se para o mercado da dívida, onde os juros da dívida soberana voltaram a subir.

Na semana que hoje se inicia, os mercados vão estar pendentes do início da publicação dos resultados do terceiro trimestre, com a apresentação dos da banca de investimento dos EUA a partir de quarta-feira, bem como da taxa de inflação nos EUA de setembro e das atas da Fed.

A bolsa de Nova Iorque terminou em baixa na sexta-feira, com o Dow Jones a descer 0,03% para 34.746,25 pontos, contra o atual máximo desde que foi criado em 1896, de 35.625,40 pontos, verificado em 16 de agosto.

No mesmo sentido, o Nasdaq fechou a desvalorizar-se 0,51% para 14.579,54 pontos, contra o atual máximo de 15.374,33 pontos registado em 07 de setembro.

A nível cambial, o euro abriu em alta no mercado de câmbios de Frankfurt, a cotar-se a 1,1578 dólares, contra 1,1569 dólares na sexta-feira e o atual máximo desde maio de 2018, de 1,2300 dólares, em 05 de janeiro. A 6 de outubro, o euro desceu para o mínimo de 1,1543 euros.

O barril de petróleo Brent para entrega em dezembro abriu em alta no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar-se a 83,80 dólares, um máximo desde outubro de 2018, contra 82,39 dólares na sexta-feira.

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