Mercados financeiros

Bolsas e petróleo em queda após decisão de Trump

REUTERS/Simon Dawson
REUTERS/Simon Dawson

A bolsa de Lisboa perde mais de 1% neste arranque de sessão, partilhando do sentimento registado por várias outras praças europeias.

As bolsas europeias arrancaram a primeira sessão da semana em terreno negativo, acompanhado a tendência já registada na Ásia. A decisão da administração norte-americana de aumentar as tarifas sobre alguns produtos chineses está a pressionar a evolução dos mercados.

A bolsa de Lisboa, às 8:12, recua 1,41% para os 5.303,73 pontos. Entre os pesos-pesados, o BCP desvaloriza 2,61% para 24,97 cêntimos, a EDP cede 0,60% para 3,308 euros, a EDP Renováveis perde 0,46% para 8,75 euros e a Galp Energia cai 2,01% para 14,65 euros. No retalho, a Jerónimo Martins desce 0,86% para 14,45 euros e a Sonae recua 1,21% para 0,978 euros.

No resto da Europa, o francês CAC40 recua 1,87%, o espanhol IBEX 35 arrancou o dia a descer 1,66% e o germânico DAX perde 1,93%. Na Ásia, a sessão já tinha sido de perdas. A bolsa de Xangai terminou o dia a desvalorizar 6,4%, de acordo com a Lusa.

Por outro lado, os preços do petróleo estão também no vermelho nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e referência para Portugal, recua 1,61% para 69,24 dólares por barril. O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, desce 1,51% para 60,43 dólares por barril, segundo a Bloomberg.

Esta evolução das bolsas e do petróleo tem lugar depois de ontem os EUA terem anunciado que vão aumentar de 10% para 25% as taxas aduaneiras sobre o equivalente a 200 mil milhões de dólares (178,4 mil milhões de euros) de bens chineses importados já no final desta semana. Esta sanção, também justificada pelo “avanço demasiado lento” das negociações comercias entre os dois países, surge quando uma importante delegação de responsáveis chineses é esperada em Washington na quarta-feira para conversações, até agora apresentadas como finais e que poderiam resultar num acordo comercial.

“Durante 10 meses a China pagou taxas alfandegárias aos Estados Unidos de 25% sobre 50 mil milhões de dólares [44,6 mil milhões de euros] de [bens] tecnológicos, e 10% sobre 200 mil milhões de dólares de outros bens”, escreveu o presidente norte-americano, Donald Trump, no Twitter. “Os 10% vão ser aumentados para 25% na sexta-feira”, acrescentou.

(Notícia atualizada pela última vez às 8:29)

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